22 de janeiro de 2011

INVERNO DA ALMA- Um típico filme independente norte-americano

É assim que você mata escritores...

Falar do cinema norte-americano é uma coisa complicada. Desde seus primórdios existiam produtores que faziam vários e vários blockbusters apenas para ganharem dinheiro. Porém, claro, existiam os cineastas que faziam cinema pensando na arte, como Hitchcook e Kubrick, por exemplo. E isso ocorre até hoje. Mas ainda não entendo porque as pessoas falam que os filmes independentes são o futuro do cinema norte-americano. Para mim continua sendo a mesma coisa, mas com um desenvolvimento prolongado. A prova disso foi quando assisti Inverno da Alma.


A história é sobre uma menina de 17 anos, Ree, que precisa cuidar de seus dois irmãos mais novos e de sua mãe, praticamente louca, enquanto seu pai está na cadeia por fabricar drogas. Solto recentemente, Ree é noticiada pelo xerife de que, se seu pai não comparecer ao julgamento, a família perderá a casa. Assim, Reed sai em busca de seu pai sem ter ideia de onde ele possa estar.

Foi o enredo que me levou a ver o filme. Nem sabia que a atriz que interpreta Ree, Jennifer Lawrence, tinha sido indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz por seu papel. Mas o que parecia ser uma grande história acabou se tornando numa tortura igual a Guerra ao Terror: um filme longo que poderia ter sua primeira hora resumida em vinte minutos facilmente e com clímax e conclusão que duram apenas dez minutos, sendo essas as melhores partes do filme.

Mas assim como Guerra, Inverno da Alma não é um filme ruim. Tem boa fotografia e tudo o mais, mas é lento para se desenvolver (e bota lento nisso), tendo a história acontecendo em apenas uma região e com os mesmos personagens. Na primeira hora do filme, por exemplo, Ree visita os parentes que moram na região perguntando por seu pai. Precisa mesmo mostrar cada família e com o mesmo diálogo: "Cadê meu pai?"? Acredito que não. E, infelizmente, como eu disse antes, os filmes independentes se tornam realmente interessantes quando chegam aos seus momentos finais. No caso de Inverno da Alma não é diferente. O momento em que se cria um clímax tenso é curto demais para se degustar e o filme acaba logo em seguida. O desenvolvimento prolongado não é o interessante nesse tipo de cinema, mas sim sua conclusão, que sempre parece encurtada.


Quanto à atuação de Lawrence, excelente, com certeza, mas nada de excepcional como estão dizendo por aí. Na verdade ela parece uma Preciosa, só se ferra menos. Inverno da Alma é exatamente o que ele é: um filme independente norte-americano. Mesmo sendo independentes, os filmes nunca perderão o mesmo estilo que todos os que são realizados na terra do Tio Sam. Apenas ficam mais lentos. E para aguentar outro filme desses também preciso de um tempo bem prolongado para me preparar.

5 comentários:

Película Criativa disse...

Eu gosto de filmes com um ritmo mais lento e acho que isso até beneficiou Inverno da Alma.

O filme tem um cenário muito interessante e uma história bem dramática.

Kahlil Affonso disse...

gostei muito desse filme, mas entendo a revolta de alguns!

http://filme-do-dia.blogspot.com/

Caio Delcolli disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Caio Delcolli disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Felipe Guimarães disse...

Película, pois é, eu não sou fã de filme muito lento (embora eu adore 2001: Uma Odisséia no Espaço).

Kahlil Affonso, ainda bem que vc entende minha frustação.

Caio, tudo bem! Pode descordar! Uauhaua, é uma questão de opinião mesmo. É que esses tipos de filmes pra mim ficam na faixa do "legal" e nada mais nada menos. E obrigado pela correção! :D