23 de fevereiro de 2011

LEGALIZAR A PROSTITUIÇÃO NO MUNDO? SIM!

Pode falar Felipe que somos todas ouvintes...

Quando eu estava pesquisando sobre o filme da Bruna Surfistinha eu via que a maior polêmica em volta do filme era como ele iria tratar o tema da prostituição, se ele mostraria que é uma péssima opção ou se apresentaria uma heroína brasileira. Ontem descobri que não fala nem de um nem do outro, mas sim de uma pessoa que chega ao topo de sua profissão e chega ao fundo do poço para se reerguer. Mas vamos falar sobre o assunto: por que não legalizar a prostituição no mundo?


estou vendo os religiosos me botando dentro de uma fogueira e me exorcizarem, mas esse texto vai continuar. Por que não legalizar a prostituição para o mundo inteiro? Existem garotas de programa que não acharam outra saída a não ser a prostituição (falhas do governo? Sim.) e outras que gostam da profissão. Numa cena do filme, por exemplo, Bruna pergunta para Larissa, dona da casa de programa, se ela ganharia muito dinheiro. Larissa responde: "mais do que uma balconista com certeza". E por que não trabalhar como garota de programa para ganhar uma grana a mais? Claro, porque é pecado, porque não é digno e porque seria injusto com a sociedade puritana que segue as ordens de Deus a risca.

E afinal, todo mundo não é dono do próprio corpo? Então me expliquem: qual a diferença da menina que gosta de fazer sexo, "dando" para um monte de caras e para a garota de programa que faz disso sua profissão por puro prazer? Apenas uma: o dinheiro. Ambas farão sexo do mesmo jeito, e assim como a garota de programa, a menina pode pegar qualquer cara pela frente, sem conhecê-lo ou ter sentimentos por ele.


O único problema na prostituição, a meu ver, é o comando por terceiros, ou seja, por cafetões, que chegam a explorar as garotas de programa a fazerem sexo quando elas não querem, as DST's, o abuso sexual, menores se prostituindo e as drogas. Mas vamos combinar: qual cliente faz sexo com uma pessoa que transou com vários homens e decidi não se proteger, sabendo dos riscos? E não diga que é a falta de informação, que é porque eles são pobres, nada disso. Muitos homens da classe alta brasileira, como mostra no filme, vão à casas de garotas de programa. Isso é desleixo!

No Brasil o ato de se prostituir não é crime em si, mas também não é legal. Eu vejo a prostituição como um trabalho digno como qualquer outro e que deveria ter a carteira de trabalho de suas empregadas assinadas para terem seus direitos trabalhistas. As jovens que entraram nesse negócio porque não tinham outra escolha mostram apenas a falha do sistema educacional ou trabalhista de seus países, que se fossem bons, poderiam dar um trabalho "digno" e "puritano" de sociedade. Mas quem quer fazer parte desse negócio por pura vontade não deveria sofrer preconceito. E se for para ganhar mais do que uma balconista, que seja, afinal, estamos todos aqui para sobreviver.

7 comentários:

Alan Raspante disse...

Ótimo texto Felipe. Pelo menos eu concordo com sua perspectiva. A prostituição como já se sabe é a profissão mais antiga do mundo. Desde sempre existiu. Acho um trabalho digno e normal. Como você bem salientou, apenas tem o dinheiro como "diferença". Afinal, o que mais tem é meninas 'dando' de graça e como tem!

Enfim, espero viver para esse dia chegar, rs

Abs :)

Luciano Carneiro disse...

"Então me expliquem: qual a diferença da menina que gosta de fazer sexo, "dando" para um monte de caras e para a garota de programa que faz disso sua profissão?"
A diferença é que a garota que transa com muitos parceiros o faz por prazer. Porque gosta, porque quer. A prostituta o faz porque precisa; porque no capitalismo selvagem, quando a oportunidade não vem, é morrer de fome ou dar um jeito. Claro que há prostitutas que gostam de seu trabalho, que fazem por prazer, mas chuto que a grande maioria não pensaria duas vezes se pudesse mudar de profissão. A nossa cultura, talvez para satisfazer um fetiche masculino, inventou que as prostitutas adoram o que fazem. Não é bem assim... Ah, mas claro que eu sou a favor da legalização, de direitos trabalhistas, tudo mais. Só esse ponto do seu texto que me incomodou.
Abraço!

Diego Lanza disse...

Seria muito bom, reconhecer o direito das prostitutas - e ainda mais se os travestis e as transex pudessem trabalhar em outras profissões, e não apenas como cabeleleiras, maquiadoras ou se prostituindo. Mas uma vez que uma profissional do sexo tem a carteira de trabalho assinada como tal, fica uma marca. E, a sociedade sempre foi e sempre será cheia de preconceitos, então ficaria muito complicado para essas mulheres conseguirem outro emprego.

Pensamentos Soltos disse...

Pessoas Condenam a prostituição, mas querem legalizar.Então porque não aceitam estas em outro trabalhos que tbm são legalizados e e que tbm são dignos e com carteira assinada?
Quanto ao comentário do alan
Afinal, o que mais tem é meninas 'dando' de graça e como tem!
Pra ter estas meninas "dando " de graça, tem homens"comendo " de graça também e como tem.
Pessoas tem o livre arbítrio,elas fazem suas escolhas.
Se preferem a prostituição, vá em frente.
Se tiverem a mesma chance de uma carteira assinada em outro serviço, vá em frente.
Eu acredito que legalizar a prostituição é o mesmo que dizer...já que estão nesse meio, que continuem nele, e o meio que "acharam " de fazer isso, é legalizando.
Torno a dizer, as pessoas tem o livre arbitrio de fazer suas escolhas de vida.

Felipe Guimarães disse...

Alan, também espero para viver quando esse dia chegar! Um trabalho digno e normal que merece ser respeitado.

Luciano, me pronunciei errado. O que eu queria dizer é: "qual a diferença da menina que gosta de fazer sexo, "dando" para um monte de caras e para a garota de programa que faz com prazer e de sua profissão?".

Diego, é um problema com certeza, mas todo problema tem que ser combatido para depois se tornar em algo comum. As primeiras vão sofrer preconceitos. Quando isso se tornar algo "normal", poucos vão se importar.

Pensamentos Soltos, todo mundo decidi o que quer. É olivre arbítrio. Só vejo na legalização da prostutuição os direitos trabalhistas que as garotas de programas não tem, porque no Brasil não é crime.

giovannicarneiro disse...

Acho que a gente tem que rever nossos conceitos de livre arbítrio. Todo mundo tem livre arbítrio MESMO? Todo mundo faz o que quer porque ESCOLHEU isso?

Luciano Carneiro disse...

Opa, esse aí em cima sou eu, ok? Entrou com a conta errada, do meu tio.