31 de março de 2011

JAIR BOLSONARO LEVA IMPEACHEMENT?

Ops!


Para os brasileiros que ainda não tinham assistido a entrevista do deputado Bolsonaro para o CQC, eis ela aqui! Eba! Agora vocês podem saber por que todo mundo anda falando desse cara: racista que defende a tortura, homofóbico que defende a Ditadura Militar e mais um monte de adjetivos que poderiam caracterizar os preconceitos dentro de sua cabecinha. Das coisas que ele fala só concordo com uma: as cotas das universidades, que deveriam ser apenas para o pessoal de escola pública. Para as empresas deveria ser algo mais controlado. Não sei como funciona então prefiro não comentar, mas sei como é das universidades e por isso que estou falando delas. Mas quero questionar outra coisa: será que ele leva impeachment?


Creio que não e assim que a poeira abaixar pode apostar que o povo vai se esquecer dele e se preocupar com alguma baboseira que outro político disse. Sempre foi assim e sempre será. Afinal, qual era a função de Brasília e de várias cidades do mundo quando foram criadas com o intuito de ser tornarem futuras capitais de um país? Ficarem bem longe dos maiores polos econômicos. A fuga perfeita dos deputados, senadores, ministros e mais um monte de políticos para que nunca sejam pegos pelas mãos do povo. Se a capital fosse Rio de Janeiro ou São Paulo, vocês acham que os políticos falariam o que falam? De jeito nenhum!


É por isso que o Brasil não mudou tanto em relação aos políticos de uns anos pra cá. Se a capital fosse num local com maior influência econômica e com maior quantidade de pessoas quando determinaram que o Ficha Limpa não seria utilizado esse ano, acredito que o povo poderia facilmente tomar conta de prédios públicos e acabar com a palhaçada dos políticos (algo parecido com Revolução Francesa? Quase isso, mas não chegaria a tamanha proporção [Será?]). Parece até que a capital deveria ser mudada durante 6 meses a cada 2 anos para os políticos aprenderem um pouco a ficar de boca fechada e fazer o trabalho deles. Eles falam o que falam porque a "titia" não os ensinou um pouco sobre educação e que seu trabalho é defender o povo. O Bolsonaro vai sair? Que nada. Ele está na sua fortaleza, longe de todo mundo do Sudeste (principal eixo econômico, antes que comecem as críticas de preconceitos regionais).

29 de março de 2011

NOVO RECORDE: 500 VISITAS DIÁRIAS!

Achei incrível quando o blog, após as férias, voltou a ter a média de 350 visitas diárias. E o tempo foi passando e as visitas aumentaram para 400. Ontem o blog quebrou mais um recorde: foram 511 visitas diárias! Obrigado pessoal, mesmo! Sei que sempre digo isso, mas é sempre para lembrar que o blog não é nada sem vocês. Espero que vocês estejam gostando ainda dele, principalmente agora que há poucas postagens de filmes por causa dos estudos do cursinho. Mas essa semana pretendo pelo menos postar sobre um filme. Assim espero!

28 de março de 2011

NEWTON CANNITO RESUME MINHA OPINIÃO SOBRE O CASO MARIA BETHÂNIA

Está na hora de alguém do meio dizer alguma coisa sobre isso....


Vocês não tem ideia do que aconteceu ontem aqui em casa. Após os comentários da postagem da Bethânia, resolvi mudar algumas coisas por causa dos direitos autorais e todo aquele blá blá blá de sempre e que acabou resultando numa pesquisa sobre o assunto e na realização de uma nova postagem. Mas meus pais pediram para ler o texto e ver se tinha alguma coisa de errado. Quando terminaram de ler pediram para eu não publicar. Como ainda não tenho dinheiro para responder um processo, não tenho dinheiro para pagar um advogado e para não ferrar os meus pais - pois são eles que respondem caso eu faça qualquer confusão- decidi pubulicar um texto do Newton Cannito, que já foi Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura. É bem grande, mas seria muito legal se vocês pudessem ler, ainda mais sendo a opinião de alguém que já fez parte do Ministério! Quem quiser ler o projeto original da Bethânia, é só ler aqui. Mas voltando ao comentário (que você também pode ler na fonte original nesse site):


"Até ontem eu estava achando um absurdo essa perseguição ao projeto do blog da Bethânia. Pois o projeto é maravilhoso e urgente. Acho fantástico ter poesias lidas pela Bethânia na internet. Parabéns a quem teve a ideia e aos proponentes. Também não tem nada de absurdo um blog custar 1,3 milhão. Depende do blog, obviamente. Mas esse tinha mais de 300 vídeos e imagino que outras estratégias on-line. Acho maravilhoso e importante que os criadores de conteúdos de internet também sejam bem renumerados. Dizer que internet é feita gratuitamente ou a baixo custo só interessa a quem não faz internet. Renumerar bem quem faz internet é parte importante de uma política de democratização cultural e de democratização econômica.



Mas hoje eu li sobre o cachê da Bethânia: 600 mil (50 mil por mês). Pessoalmente, me pareceu um salario alto demais para a Lei Rouanet no formato atual. Ainda mais sabendo que esse valor é quase metade do orçamento. Em termos estritamente técnicos, falando de análise de projetos, é estranho uma só pessoa ganhar mais que toda a equipe junta. É uma critica pertinente. Mas é apenas uma crítica pontual. Foi –na minha opinião – uma avaliação equivocada da Comissão que avalia projetos. Uma comissão que – vale destacar – não é Estatal, é pública (pois tem representantes de toda a sociedade). Acredito que isso deve ser revisto.



Mas não quero aqui discutir erros pontuais. Acho mais interessante perceber como esse debate revelou questões mais amplas do mercado cultural brasileiro como a concentração da mídia (e de mercado) e o consequente “rancor de classe”. Além disso, esse debate permite que debatamos uma questão importantíssima: a relação entre democracia e meritocracia.



Para que o debate avance tranquilamente vale dizer que a única coisa que estamos discutindo aqui é o “INTERESSE PÚBLICO” em pagar uma alta “renumeração” a artista principal de um projeto. Só isso. Não vamos misturar com preconceitos e rancores. Não acho que faça sentido criticar o artista como indivíduo, nem a produtora proponente. Eles pedem o que acharem que é justo, desde que esteja na lei. É função da comissão pública do Ministério dizer se o pedido atende ao interesse público. O fato é que a Lei atual permite esse alto salário. O projeto foi aprovado, então a produtora e os artistas não fizeram nada de errado. Vamos parar de personalizar, pois isso parece rancor de classe. Esse rancor é um sintoma de algo mais generalizado que é uma perseguição aos artistas consagrados. O fato – gostemos ou não – é que a Bethânia ganha super bem mesmo. Vamos conviver com isso e seguir com o debate.



O que estamos realmente discutindo é algo mais interessante: a lei que paga salários com dinheiro público deve permitir altos salários?



Não é uma questão tão simples quanto parece. Se simplesmente impedirmos altos salários teremos dificuldade em aprovar qualquer projeto com artistas consagrados, que no mercado ganham valores muito altos. Alguém pode dizer: “Bethânia, quer ganhar bem? Então que vá ao mercado!” . Ok.. Mas o fato é que “no mercado” a Bethânia não poderia fazer poesia. Faria apenas o que já faz. Não inovaria nos conteúdos. Será que não interessa ao estado brasileiro ter projetos que ele apoia conduzidos pela Maria Bethânia? Eu acho que interessa. Ainda na linha de personalização alguém poderia afirmar: “Ela já é rica, que faça as poesias de graça”. Seria o lado Ong da Bethânia, uma doação dela ao seu povo. Não concordo com essa lógica assistencialista, pois acredito que ela condena os bons conteúdos a serem feitos sem renumeração. Ou seja, os bons conteúdos ficarão para sempre meio amadores. Profissional mesmo é o “mercado”, que faz sempre o mesmo. A inovação é assistencialismo. Isso só interessa a quem não quer fazer bons conteúdos e já faz a mesma coisa. Eu acho fantástico que a Politica Cultural incentive conteúdos de qualidade e dispute com o mercado para que grandes artistas façam conteúdos de qualidade. Por isso acho que devemos começar a pensar mecanismos diferenciados (e dentro dos valores de uma ética pública) que incentivem grandes artistas a fazer projetos de alta qualidade artística.





Por outro lado acho que esse debate mostrou algo que julgo saudável: as pessoas começaram a ficar bravas com os altos salários dos artistas consagrados. Finalmente.



Vale lembrar que esses altos salários não são de hoje. Devido ao nosso modelo de televisão centralizado e com audiência muito concentrada, há poucos escolhidos que são consagrados. Eles ganham salários milionários. Todos os outros ficam na pindaíba. Isso é algo que existe há décadas. Acho saudável que todos nós – que não somos “consagrados pelo oligopólio” – comecemos a perceber esse absurdo. Mas não adianta criticar o artista individualmente. Nem o Ministério da Cultura por um erro pontual. Vamos perceber o que esta realmente por trás disso tudo.



Acho que o que estamos criticando mesmo é o oligopólio da indústria cultural brasileira. Somos o país com mais concentração de audiência. Isso gerou uma pequena casta de escolhidos que ganham milhares de vezes mais que os outros. Isso é algo estranho numa democracia. Temos que batalhar pela democratização da mídia, que incluirá a democratização econômica. Quer falar de altos salários? Será que não é o caso de discutirmos os contratos milionários dos artistas televisivos brasileiros? E os poucos músicos “consagrados pelo oligopólio”? Muitos (e muitos) ganham mais de 1 milhão por mês. Todo mês! Isso é normal? Não é um escândalo público? Como eu disse não critico os artistas pessoalmente. Mas falando em termos públicos: é estranho que exista tamanha concentração. Alguém pode argumentar que o dinheiro é privado, das empresas, não é dinheiro público. É verdade. Mas é função do poder público regular o mercado. E aí há um caso claro de concentração econômica que pode ser minimizado por politicas de regulação. E é sempre bom lembrar que a televisão é concessão pública. Nosso modelo de concessão escolhe poucos canais, poucos detentores privados, que escolhem quem são os BILIONÁRIOS. Se democratizássemos os canais (com a tv digital isso é possível) democratizaríamos a renumeração de artistas e as rendas seriam mais próximas. Não existiria rancor de classe e nem existiria o “caso Bethania”.



Mas temos que tomar um último cuidado com isso: a democracia não pode se opor a meritocracia. Nos últimos anos avançamos muito em políticas de democratização. Mas não avançamos em politicas meritocráticas. A democratização permitiu que milhares de realizadores mostrassem sua face e começassem a realizar suas obras. Mas eles não conseguem se sedimentar no mercado, ficam sempre dependentes do poder público. O mercado continua fechado para eles (e daí surge o rancor anti Bethania). O que esta acontecendo é um certo apartheid: os consagrados ficam com o mercado, todos os outros “não consagrados” estão querendo monopolizar as “verbas públicas”. Sempre que um artista consagrado quer apoio público os “não consagrados” ficam furiosos pois consideram que o Estado é o mercadinho deles. Temos que romper essa falsa dicotomia.



Para isso é preciso conciliar democratização com meritocracia. Acho que temos que discutir claramente que “artistas já consagrados” devem ter políticas específicas para eles. Vou falar da área de cinema, que eu acompanho mais. Acho surreal que cineastas já consagrados estejam hoje sofrendo imensas dificuldades de captação. Eles poderiam ter apoio “automático” para a realização. Não automático para a eternidade, é claro. Se eles errarem muitos filmes em seguida , quem sabe, podem perder esse apoio. Mas até hoje eles já acertaram vários filmes. Tem boas chances de acertar os próximos. É interesse público que eles façam mais filmes e façam rápido. É interesse do PÚBLICO mesmo, do público espectador, que já provou que gosta de seus filmes e que tem o “direito” de ver novos filmes deles na tela. Perseguir eles em nome da democratização é fazer uma “democratização corporativa” (uma expressão em si contraditória), que é criada apenas do ponto de vista de quem esta na “área”, de quem “faz cinema”, esquecendo do verdadeiro interesse público, que é o interesse da pessoa que consome cultura.



Por outro lado a meritocracia também interessa aos jovens talentos. Mas “não a todos” os jovens talentos. A democracia meritocrática interessa apenas aos artistas mais talentosos. Quando começarmos a fazer políticas meritocráticas os jovens que acertarem em seus primeiros curtas terão mais facilidade para produzir seus longas. Os que erraram em seus curtas, terão mais dificuldades. Isso parece obvio, mas não esta acontecendo com clareza. Devido a imensa pluralidade de comissões com critérios diferenciados e com jurados que são escolhidos a partir de indicações da própria classe estamos ficando reféns de uma lógica corporativa, aonde a decisão sobre qual filme vai ser apoiado é tomada a partir do gosto (e até mesmo dos contatos pessoais) desses membros da comissão. Politizamos demais a politica cultural, a escolha artística virou resultado de uma politiquinha corporativa. Isso é uma confusão entre democracia e corporativismo. Isso não interessa a ninguém, muito menos ao PÚBLICO espectador.



Mas voltando a música. Lá o caso é diferente, pois existe mercado real. No cinema estão todos presos na lógica de dependência do estado (é como se Bethania precisasse de apoio estatal para gravar seu cd). O interessante é que esse caso “Bethania” revelou várias coisas, pois chocou a “música de mercado real” com os “mecanismos de apoio público”. E esse choque ajudou a revelar algumas contradições do mercado cultural brasileiro.


Para concluir apenas reenfatizo o que já disse: acho que temos que aproveitar esse caso para discutir questões mais de fundo, como o oligopólio da mídia brasileira que resulta em imensa concentração econômica; a necessária harmonização entre democracia e meritocracia, e a necessidade de pensarmos politicas culturais públicas específicas para artistas consagrados."

MAIS UMA REALIZAÇÃO...



27 de março de 2011

OS COMENTÁRIOS QUE TANTO AMO...

Não sei se vocês sabem, mas o que eu mais gosto de vocês participando do blog são os comentários. Sei que não estou respondendo os comentários de vocês, isso porque infelizmente estou com pouco tempo para qualquer coisa. Ou eu posto ou eu respondo comentários atrasados. Está difícil a coisa por aqui. Mas deixem um comentário sempre que possível! Eu leio todos e sei quem escreveu. E é isso pessoal. Ah! Para os fãs de musicais tenho uma boa notícia: essa semana terá uma postagem de Evita. Não o filme da Madonna, mas sim a peça do Jorge Takla! Vou conferir hoje! Espero que eu goste! ATUALIZAÇÃO: Cancelaram meu Evita. Apenas semana que vem. Viu como as coisas estão difíceis?

26 de março de 2011

ATUALIZAÇÃO NA RÁDIO #2- Musicais

Antes que alguém diga alguma coisa eu já respondo: sim, há apenas músicas de musicais nesse mês na rádio. Mas não são musicais quaisquer. As músicas que estão aqui estão presentes nos principais musicais que vão estar em cartaz esse ano, seja no Rio ou em São Paulo. Alguns não coloquei música pois desconheço a trilha sonora, como é o caso de Baby e As Bruxas de Eastwick, mas o que estão aqui já podem mostrar uma coisa: mais uma vez os musicais provam que chegaram para ficar no Brasil! Espero que gostem!

24 de março de 2011

POR ONDE ANDAM BETHÂNIA & HOLLANDA?

Já tá na pose!


Não sei se vocês sabem, mas a Maria Bethânia fará um blog no qual ela vai postar um vídeo lendo poesia. Para isso, o Ministério da Cultura vai desembolsar 1,3 milhão de reais (de acordo com a Folha). E quem está no poder do Ministério da Cultura é a nossa ministra Ana de Hollanda, irmã de Chico Buarque, sendo esse grande amigo de Bethânia.


Será que sou um dos únicos que repara que o nosso Ministério da Cultura de uns anos pra cá tem apresentado apenas nomes da MPB brasileira, entre elas, Gilberto Gil? Como eu, futuro (se conseguir) cineasta, vejo minha situação?! Nada mais do que a injustiça do foco cultural apenas na música, também injusta por se focar apenas nas bandas coloridas, bombando nas rádios. E não sou o único que deveria se sentir assim. Artistas plásticos, músicos ignorados, pessoal voltado ao teatro, grafiteiros, escultores, entre tantos outros setores da cultura que são ignorados por um Ministério que deveria proteger todas essas áreas.


Sem falar no projeto em si. Vão gastar mesmo 1,3 milhão de reais que pode ser usado para fazer um filme, ou uma peça ou o lançamento de um livro (no caso, de poesia) para que a Maria Bethânia poste vídeos em seu blog? O que ela quer? Fazer concorrência com o Felipe Neto e o Pc Siqueira? Ou será mais um modo para a Bethânia voltar ao auge e o governo ter um desculpa para dar dinheiro a cantora.


Tudo isso apenas prova que o Brasil está se voltando a um Ministério da Cultura apenas de pessoas famosas e da música, para parecer que tudo é um "mar de rosas", pois só tem gente competente. Se você é cineasta, diretor teatral (ou ator também), artista plástico, você está como eu: encurralado. E isso porque ainda nem citei o preconceito entre raças! Mas gente, a Bethânia e a Hollanda não precisam realmente morrer. Apenas parar com esse projeto ou criar bom senso.

23 de março de 2011

OS SUPER-HERÓIS NÃO EXISTEM NA VILA MADALENA

Vixxi, fiquei na espera...

Sei que muitos dos leitores do blog não vivem ao redor das ruas Vila Madalena e Pinheiros, nem ao menos em São Paulo, mas esse assunto é importante para os moradores da região. Pois bem, voltando do cursinho, sento na cadeira de minha humilde casa e leio a capa da Veja SP dessa semana: Surpresa Gigantesca. A matéria: esses dois bairros têm sofrido grandes números de arrastões nos últimos tempos, sem falar nos casos que aconteceram no Shopping Morumbi. Surpresa pra mim, não é, mas quem irá nos defender?


Bom, primeiro vou explicar porque não é surpresa pra mim: ano passado, voltando da aula com a minha amiga, um arrastão aconteceu no ônibus em que nós estávamos. O meu celular "tijolo" foi roubado e ganhei um novo, com câmera e tudo o mais - e o chip do "tijolo" foi bloqueado para o azar do ladrão. Acho que foi o primeiro assalto lucrativo que já aconteceu comigo. Mas minha amiga e as pessoas não tiveram tanta sorte. Perderam dinheiro e outros bens preciosos. Os bandidos fugiram ilesos e sorridentes. Pra mim, não é surpresa que a segurança desses bairros esteja cada vez mais decadente, mas o fato de estar aumentando é um alarde.


E por mais que a gente queira, nossas vidas não são como filmes de super-heróis. Chapolin, Homem-Aranha ou o Batman não vão aparecer para pegar os bandidos e salvar o dia. Oh não. Vivemos na realidade e na realidade temos a bondosa polícia. Mas como vamos acreditar numa polícia corrupta, que não recebe o que deveria - sendo esse um dos motivos para ser corrupta - e que não recebe investimentos que deveria? Será mesmo que SP viverá o que o Rio de Janeiro tem vivido nos últimos anos? Daqui a pouco "vou-me embora para Passárgada", longe desses impostos e taxas sem fim.

21 de março de 2011

FALA, RECLAMA E ESTOURA

Vocês também têm problema?


Se ele, Deus, existe, esse me deu um dom que para ele pode ser magnífico, mas pra mim é um porre. Esse dom é nada mais e nada menos do que pessoas ao me redor que não param de falar. Falar durante 10 minutos espalhados pelas aulas é normal, pois também o faço. Mas falar durante as seis aulas durante os cinco dias da semana que temos é um saco pra quem fica ouvindo (Dica: eu! Eu não quero saber se você terminou, se seu ciclo menstrual tá atrasado, se você comeu uma "mina" no drive-in, não importa!). Mas sexta passada se superou. Um trio de meninas, a Fala, a Reclama e a Estoura sentaram perto de mim e era quase tudo a mesma coisa. A Fala é meio óbvio: não calava a boca. A Reclama também é evidente: reclamava de tudo que o professor ensinava, já que estamos vendo as bases de cada matéria. E a estoura finalizava todo o ciclo: ela estourava a bola de chiclete. Então era assim:

Na sala de aula


Fala - Nossa! Você viu o que aconteceu ontem? Tipo, um menino veio dar em cima de mim e tipo eu fiquei tipo WTF?

(Professor fala alguma coisa)

Reclama - Nossa! Por que ele tá dando aula disso? Ninguém é burro aqui.

PAH!

Estoura explodi sua bola de chiclete.

Era um timming fodido de perfeito e irritante. Sei que é falta de educação, mas a vontade que eu tinha de mandar a "Estoura" pegar aquele chiclete e enfiar no cu era muito grande. Será que a pessoa realmente não percebe que está dentro de uma sala de aula com mais 150 pessoas? Bom, só sei que consegui me aguentar e não reclamar para ser conhecido como o "chato-nerd". Vamos ver como essa semana vai passar...

20 de março de 2011

MORRER É NATURAL QUANDO VOCÊ JOGA

-Morrer é para os fracos
-E mais desafiador Prince...

Uma das coisas que tornaram o videogame cada vez mais fácil é o fato de você ser baleado, esfaqueado, triturado e ainda sobreviver. Claro, se tudo fosse certinho levaríamos anos para acabar os jogos que compramos. Porém, são os jogos desafiadores que nos fazem ficar viciados e que ficam na história por sua dificuldade. O primeiro Mario é a prova disso. E agora vou falar de dois jogos de computador que marcaram minha infância e que possuem esse fator "morte istantânea" e que tornam o jogo desafiador.


Abe Oddworld e Abe Exoddus



Embora tenha começado bem difícil e cansativo, Abe ficou melhor em sua continuação com o "Quicksave" e tornou-o mais relaxante e viciante. A história é sobre Abe, um mudonko que precisa libertar os outros de sua espécie da fábrica que trabalham, escravizados pelos Glukkons. Abe é eletrecutado, baleado, explodido, entre outros tipos de mortes divertidas (risada maléfica, por favor). Assim, temos que retornar ao último momento salvo e acertar até conseguir passar pelo desafio. O jogo é em 2D e hoje possue gráficos ultrapassados.


Heart Of Darkness


Esse foi um dos jogos que traumatizou-me mais. Imagine a minha reação - quando eu era bem pequeno -quando o personagem morria. Não eram mortes normais. Bichos da escuridão, cobras enormes, plantas carnívoras, demônios e outros seres estão no jogo Heart Of Darkness. A história é sobre um menino, Andy, que tem seu cachorro sequestrado. Decidido a resgatar seu cachorro, Andy sobe em sua máquina voadora e acaba num mundo diferente. Com gráficos em 2D e também ultrapassados, hoje o jogo pode ser menos desafiador.

17 de março de 2011

O SONO É O INIMIGO E VOCÊ PODE SER O PRÓXIMO!

Você falou comigo?


De todas as coisas que podem existir para dificultar seus estudos, trabalho ou qualquer outra atividade que precise de concentração, o sono é um dos piores e um dos principais deles - além do fato de ter compreendido ou não a matéria que o professor passou, o que pode complicar ainda mais sua vida já complicada. Imagine: você está voltando do cursinho, mas está cansado demais para continuar estudando em casa. Então você chega em sua humilde moradia e decidi dormir. Num determinado momento, no escurinho do seu quarto, você percebe uma presença, um vulto do capeta e decidi abrir apenas um olho para dar uma conferida. Sua mãe ou seu pai está lá, com um copo d' água pronto para cair em seu rosto e a gritaria começar. Isso não ajuda ninguém a estudar.


O que eu quero dizer é: ninguém consegue estudar bem, mas bem mesmo, com sono. Eis a causa que defendo: durma, mas depois estude (pois também não adianta nada apenas ouvir e copiar o que o professor passou). Mas você: pai, mãe, responsável, seja o que for, deve entender que se seu filho está com sono, então deixe-o dormir e quando ele acordar fale que é a hora de estudar.


Meu maior problema até agora é esse: controlar meu sono. Claro, sempre depois que durmo, acordo e já começo a passar as coisas a limpo e pronto para os exercícios. Mas em certas ocasiões, quando estou com muito sono, chego a dormir até umas duas horas da manhã. E a partir desse momento estudo até o horário para me arrumar para sair de casa e consigo fazer tudo o que eu precisava fazer para tarde do dia anterior. Afinal, fiz o que tinha que fazer, não? Eu teria feito na mesma qualidade se estivesse com muito sono? Certamente não.


Então você, adulto e/ou responsável, entenda: não adianta seu filho ficar sentado na escrivaninha em forma de vegetal, sem entender nada do que está lendo. Deixe-o (a) dormir e quando acordar apenas fale: "Ok, agora estuda", mesmo que isso seja de madrugada. Pois se o sono já é um grande inimigo, você pode e será o próximo, infernizando a vida de seu "pirralho" até ele acordar. E no final você acorda apenas uma coisa: um vegetal.

15 de março de 2011

E COMEÇOU O CURSINHO...

Finalmente chegou o momento que retorno aos estudos. Tudo bem que isso ocorreu ontem, porém como eu estava sem tempo para postar vamos fingir que é hoje. Pois é pessoal, digo com tristeza que o ritmo do blog vai diminuir, mas não vai acabar, fiquem seguros disso! Afinal, não estou escrevendo agora mesmo? Mas então, meu cursinho começou e já estou estudando. A prova é a foto ao lado (brincadeiras a parte [e este não é meu caderno e eu não conseguiria desenhar assim tão bem). Minha primeira vez. Até agora só posso dizer duas coisas : ter vários professores é bem melhor do que ter apenas um professor para cada matéria e que, assim como a escola, as piadas brochantes estão ainda mais presentes. Claro, há os professores que já possuem um roteiro próprio e que o seguem a cada ano com maestria e conseguem tirar risadas dos alunos. Mas uma aula apenas com piadas furadas consegue ser pior do que uma aula lenta. Pelo menos até agora foi assim. Ainda não passei pelas aulas de Química...