3 de março de 2011

O DISCURSO DO REI- Coroaram o rei errado

"Tradition!"

Embora estivesse na lista de indicados, O Discurso do Rei era um dos filmes que eu tinha deixado para ver depois do Oscar, assim como muita gente o fez. Mas como o filme ganhou os principais prêmios, minha ida ao cinema era mais do que obrigatória, sem falar que pelo fato do filme ter ganhado o Oscar, a sala estava lotada na sessão das 4 horas (algo inédito para esse tipo de filme, porque filmes como Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse são os que lotam as quartas-feiras). Mas, a meu ver, Discurso não merecia o Oscar (ah vá! Jura Sandy?).

A história é sobre Bertie/Rei George VI que, após a morte do pai e a renúncia do irmão ao trono, se torna o rei da Inglaterra. Porém, George é gago e precisa falar para a multidão, ainda mais quandoestava quase explodindo a Segunda Guerra Mundial. A Inglaterra precisava de uma voz. Antes mesmo de se tornar rei, George foi atrás de vários especialistas em falas, entre eles Lionel Logue, que se torna grande amigo do rei.


A primeira metade é mais um desenvolvimento dos personagens, tendo assim uma primeira visão de cada um e depois um aprofundamento, sendo esse focado no próprio futuro rei (Colin Firth) e no seu ajudante (George Rush). A segunda parte é mais dinâmica, se focando não apenas na parte da gagueira, mas também na situação pela qual a Inglaterra estava passando pré-Segunda Guerra. Não adiantava começar uma guerra contra a Alemanha se os britânicos não possuíam uma voz, sendo que essa tinha que ser do rei.


Firth está excelente no papel, mas mesmo ganhando o Oscar de Melhor Ator, acredito que esse era o ano de Jeff Bridges. Mas como Jeff roubou o prêmio de Firth no ano passado, a vitória de Firth estava mais do que merecida e óbvia, embora o ator tivesse que receber o prêmio mesmo por sua atuação em Direito de Amar. Geoffrey Rush é o principal destaque do filme, mas não ganhou o Oscar.


E falando no Geoffrey Rush, olha como a Academia é pouco esperta (ou melhor, filha da puta): em Bravura Indômita, Haille Steinfeld é uma das protagonistas, mas no Oscar concorreu ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para que assim tivesse mais chances de ganhar o prêmio. E como esse ano eles já sabiam que esse era o ano de Firth ganhar o prêmio de Melhor Ator, Christian Bale foi colocado também como Ator Coadjuvante para que assim pudesse ganhar o prêmio, mesmo sendo um dos protagonistas de O Vencedor. Então Rush acaba perdendo seu Oscar. Helena Bonham Carter não tem muito destaque, então não era uma das favoritas para ganhar o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.


Não consigo pensar em outra coisa a não ser a música "Tradition" do filme Um Violinista no Telhado quando lembro que O Discurso do Rei recebeu o Oscar de Melhor Filme. Embora a beleza técnica e uma excelente história, O Discurso do Rei não tinha o mesmo "pico" que seus concorrentes. Mas, que premiação se não o Oscar é tão tradicional? Vai entender...

Um comentário:

Ricardo Martins disse...

Geoffrey Rush, simplesmente, me cativou. Belíssima atuação e ótimo personagem. Acho que eu não gostaria do filme caso não tivesse ele. Seu papel conduziu e muito o longa!

Eeu acho que o Colin Firth mereceu o Oscar mais por este personagem do que pelo do Direito de Amar.

Eu realmente gostei do filme, mas de longe o melhor de 2010.