30 de julho de 2011

NADA MUDA AO FAZER 18 ANOS

Ok, quase nada


Se você ainda não fez 18 anos ou não é rico, sinto, sua vida continuará a mesma. Na verdade, são as pessoas ao meu redor que fazem me lembrar do meu aniversário. "Nossa! Você vai ter 18 anos!", "você vai poder tirar sua carta e encher a cara!". E claro, sempre tem aquele tio bem tosco que com certeza fará a piada de que você já pode ser preso e aquela tia que vai puxar sua orelha ou que vai dizer: "Você já é um homem". Puro clichê e pura realidade. Mas parte disso não é total verdade.


Ok, no meu caso eu vou tirar minha carta, aliás, foi esse o presente que eu pedi com 18 anos. Mas quando seu pai ou sua mãe respondem: "você acha que vai tirar a carta e vai sair por aqui? Óbvio que não!", você já fica decepcionado. Primeiro: qual o objetivo de um jovem de 18 anos ao tirar sua carta? Resposta: não depender dos pais para sair e ouvir coisas: "Ah! Mas é muito longe! Você quer mesmo ir?". Segundo: é lógico que nenhum jovem pegará o carro e sairá dirigindo de São Paulo até o Acre, porém, se depois de fazer as aulas e tirar a carta a pessoa não vai dirigir até o shopping, para que tirou então? Não faz sentido. Contudo, a verdade é que eu amo metrô. Se tivesse metrô em toda São Paulo, nem pensaria em tirar a carta, mas essa não é a nossa realidade.


Liberdade. Simples: você não vai ter (ainda). Mesmo que você pensa que pode fazer o que quiser, seus pais vão apelar para a dependência financeira, mesmo que você trabalhe. Mas caso você já tenha saído de casa e possua um bom trabalho já com 18 anos, nem preciso falar que esse parágrafo é desnecessário para você, preciso? Você é uma raridade e se essa vida estiver lhe fazendo bem, acho melhor você continuar com ela.


Respeito. É a mesma coisa que a liberdade, mas ao invés dos seus pais apelarem para a parte financeira, eles vão te atacar pelo domínio do território: sua casa. "Enquanto você viver no mesmo teto que eu, fará o que eu mando! Quando você tiver sua própria casa você pode fazer o que bem entender". É assim e sempre será e tenho um pingo de verdade quando digo que você já ouviu isso saindo da boca de seus pais ou de seus responsáveis.


Acabei de estragar seus planos com 18 anos? Aquele sonho adolescente de termos liberdade e o poder de fazer o que quiser com nossas vidas? Pena. Mas tudo isso depende também dos seus pais. Se eles possuem um pensamento mais moderno, sua liberdade deverá ser maior do que a de alguém que tenha pais conservadores. Na verdade, desde os meus 17 anos -- que ainda os tenho até dia 4 de Agosto -- eu já sabia de tudo isso. Talvez eu já tenha me tornado num adulto chato ao aceitar minha realidade. Mas ainda tenho o coração de um jovem que busca pela liberdade. Se essa parte for a criança que vive dentro de mim, que bom! Pois ela nunca vai desaparecer. Todavia, quem sabe o que vai me aguardar a partir da minha maioridade? Nada se sabe. Vai que tudo isso muda? Tantas perguntas e nenhuma resposta. Oh delícia! Isso que é viver!

16 de julho de 2011

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 2 / TEXTO 2 - A adaptação de Yates

Prometo que terei paciência com você...


Fazer uma adaptação é uma das tarefas mais difíceis para um cineasta. Tudo pode dar certo, mas também tudo pode dar errado. Não é necessário seguir o livro como se fosse uma obra sagrada, mas o diretor tem que entender: se for realizar uma adaptação de uma parte importante do livro, tem que pensar muito bem antes de tomar sua decisão final, ainda mais se essa adaptação for apenas uma mudança de como a pessoa morre, vence, beija, se machuca, luta, etc. E Yates foi um covarde: suas adaptações foram péssimas, tudo isso para não fazer deste filme o mais sombrio. E se você não quer saber nada do filme, recomendo que pule o próximo parágrafo e leia-o somente depois de assistir ao filme.


As mortes dos vilões, por exemplo, são as cenas mais esperadas pelos fãs e as que mais decepcionaram. Yates conseguiu estragar quase todas. A batalha de Bellatriz e Molly, minha cena mais esperada, não dura nem 15 segundos e o desfecho da vilã é banal, tosco e sem motivo para ter sido modificada. A morte do vilão é outra que foi adaptada da pior maneira. Yates é fraco para mostrar os corpos dos personagens que amávamos. Ele não tem estômago para mostrar uma pessoa morta e nem mesmo as mortes dos personagens "do bem" que duraram anos no cinema tiveram foco.


O diretor também não consegue desenvolver as cenas mais dramáticas do filme. A cena de Snape e das lutas são curtas demais, como se ele estivesse fugindo de seu papel para mostrar cenas mais densas e deprimentes. O filme tem apenas duas horas de duração. Não há desculpa de que não podia encaixar mais cenas porque a duração do filme já estava no limite. Se o próprio diretor disse que queria focar mais na ação do livro nessa segunda parte, sua missão foi quase um fiasco. As cenas são bem feitas, não há dúvida, mas ficou aquele desejo de "quero mais" e dava para ter mais. Afinal, é o último filme. Faltou desenvolver.


Porém, uma adaptação do diretor foi sensata: ao invés do Harry explicar porque a varinha não pertencia ao Voldemort durante a batalha, como ocorre no livro, Yates decidiu terminar a batalha para explicar. Bem mais prático deixar a ação na hora da ação e a explicação para a hora da explicação. Foi o único acerto das adaptações.


Mas é como eu disse antes: Yates decidiu colocar humor e cenas clichês num filme que não tinha que ter nada disso. O último livro do Harry Potter é quase uma Segunda Guerra Mundial (se não ficou óbvio, ficou agora) e conseguimos perceber isso no livro da autora. É morte, sofrimento e mais forte. É um genocídio completo. Mas o diretor não queria ser responsável por acabar com tudo isso. Então, para resolver seu problema, ele cria adaptações para deixar as mortes menos impactantes, sem dar foco em muitas delas ou ao menos em informações que aparecem nesse último filme, mas que não são resgatadas, como o filho de Tonks e Lupin. Novamente e pela última vez: Yates fez péssimas decisões para esse último filme. Decisões que apenas um covarde ou um tolo poderia dar aos fãs mais velhos de Harry Potter -- ao invés de fazer uma despedida digna aos personagens favoritos -- para trazer o público infantil para o filme e não aumentar a faixa etária. Não foi o diretor que fez esse último filme, mas sim seus atores dedicados e empenhados para fechar esse filme com chave-de-ouro.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 2 / TEXTO 1- O filme como filme

Olha o que falará de mim


Não é nenhuma novidade para vocês que leem o blog: eu gosto de Harry Potter. Já tive minha fase de lunático, mas isso é passado. E se aprendi algo de importante graças a saga é que quando alguém pergunta para qualquer fã o que ele ou ela achou do filme, haverá apenas duas possibilidades de respostas: amei ou odiei. Tento ao máximo ignorar as adaptações e ver o filme pelo modo que ele é proposto pelo diretor. Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 não é um dos melhores filmes da saga, mas ainda é bom.


A história continua com a missão de Harry, Hermione e Rony procurando pelas últimas horcruxes que podem derrotar Voldemort, embora eles não tenham ideia de onde procurar ou quais objetos podem ser as horcruxes. Só sabemos de uma coisa: tudo (ou quase tudo) que vimos durante esses sete filmes serão explicados nesse último.


A obra possui um bom ritmo. Quando nem percebemos, Harry e seus amigos estão de volta à Hogwarts para a batalha final. Porém, muitas coisas são desnecessárias nesse filme que se foca principalmente na ação da batalha épica, principalmente as tentativas de humor durante nas cenas de combate. Yates não percebeu que essa parte -- já que a primeira fez com maestria -- tinha que ser ainda mais mortífera, cruel e sombria. A cena do Neville levantando durante a batalha, por exemplo, é "tosca" para não dizer outra coisa.


Radcliffe não está impecável e perfeito, mas faz um Harry honrável para finalizar a saga, sem falar que finalmente ele encara o seu personagem como o verdadeiro protagonista, algo que ele perdeu desde o quarto filme. Rupert Grint -- que se destacou brilhantemente na primeira parte -- fica apagado até mesmo nas cenas emotivas, mas não falhou. Emma Watson está ok, nada de estupendo. Ralph Fiennes atua muito bem e Helena Bonham Cartes brilha ao imitar a Hermione de Emma Watson logo no início do filme. Contudo, os grandes destaques do último filme são Alan Rickman e Maggie Smith, nos papéis de Snape e Minerva, respectivamente.


Os efeitos em sua maioria estão bons, mas na conversão do 2-D para o 3-D, muitas cenas criam a aparência de serem "falsetas", como a cena de voo da Sala Precisa. Outros efeitos, por outro lado, ficaram muito bons, como é o caso dos personagens principais "19 anos depois" e as cenas de destruição das horcruxes. Por incrível que pareça, a trilha sonora desde filme é mais importante que os efeitos, sem falar no efeito "arrepio".


Creio que quem apenas assistiu aos filmes possuem uma facilidade maior de aceitar as mortes dos consagrados vilões. Agora, se você é fã como eu, se prepare para a segunda postagem de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2. Não é o melhor filme da saga, mas também não é o pior e longe disso. E podem ter certeza: esse filme conseguirá recordes de bilheteria e entrará para a história do cinema. Mas uma coisa é certa: Yales é um covarde no momento em que não leva as mortes à sério. Na verdade, acho que Yates não entendeu o significado de cada morte. De qualquer modo: ele é tolo e ingênuo.

14 de julho de 2011

ADELE- Não é uma nova Amy, ela é simplesemente Adele!

Uma das melhores artistas da atualidade


Faz bastante tempo que estou com vontade de escrever aqui no blog! Estou com tanta saudade de vocês! Mas finalmente a justiça veio: minhas férias, ou melhor, minhas duas semanas de liberdade, chegaram! Mas não prometo toneladas de textos. Está difícil escrever sobre livros e filmes bons no cinema estão cada vez mais raros nessa época do ano -- embora tenha a estreia do último Harry Potter amanhã. Mas então vamos falar de outra coisa: música.


Pensei que eu já tinha escrito um texto aqui sobre a Adele, a cantora britânica que está fazendo sucesso pelo mundo. Mas após algumas pesquisas internas, vi que esse texto não existia e que era necessário sentar minha bunda na cadeira e escrever sobre ela. Ouvi suas músicas no início do ano, antes da popularização da música Rolling In The Deep ou da versão da mesma para o seriado Glee. Mas Adele é mais do que isso.


Comparada mutias vezes com Amy Winehouse, a cantora apresenta um estilo de jazz próprio. Em seu primeiro disco as músicas são mais leves, enquanto no segundo o que não falta são agudos fortes representando sentimentos de arrependimento, raiva, esperança ou saudade. Embora façam parte do mesmo estilo, hoje em dia Winehouse está acabada. A cantora está voltada tanto para as drogas que é mais do que merecido o papel de Adele na música atual. Winehouse chegou a um ponto insuportável, embora ainda possua talento. Mas ambas possuem uma qualidade em comum: suas músicas apresentam personagens fortes e independentes e, talvez seja por isso, que elas sejam tão boas.


Entre as músicas que você não pode deixar de ouvir estão Turning Tables, Rolling In The Deep, Someone Like You, Right as Rain, etc. É possível confundir as vozes das cantoras, pelo menos no início. Mas com o tempo vamos descobrindo que é Adele e que é a Winehouse. Mas Adele sempre será Adele, tanto em qualidade como em potencial vocal.

6 de julho de 2011

SE BEBER, NÃO CASE: PARTE 2 - Melhor que o primeiro

Dessa vez ele gostou da gente?


Eu nunca me esquecerei do Globo de Ouro de 2009. Na categoria de Melhor Filme Comédia ou Musical estava: o meu favorito, (500) Dias com Ela, e Se beber, Não Case - que muita gente tinha considerado como o melhor filme de comédia dos últimos anos. E não é que o maldito ganhou o Globo de Ouro? Mal gosto da premiação (que tem decaído bastante recentemente). E lógico: excelente bilheteria + prêmio = continuação. Se Beber, Não Case: Parte 2 é melhor, mas ainda há muita comédia "boba" no estilo do primeiro filme.


Na continuação, Stu (o dentista do primeiro filme) vai se casar na Tailândia e convida todos os seus amigos para o casamento, inclusive Alan. Stu não quer de jeito nenhum fazer uma despedida de solteiro. Então, após uma reunião de casamento, Stu e seus amigos decidem beber apenas uma cerveja ao redor de uma fogueira. Porém, quando acordam, Stu, Phil e Alan estão num apartamento em Bangcoc e com um macaco; e toda a história se repete.


Creio que por terem pego mais pesado nesse filme, acabei gostando. Sexo com transexuais, perda de membros, cenas de nudez, etc. são alguns exemplos de cenas inimagináveis e engraçadas criadas pelo diretor e roteirista do filme, Todd Phillips. Porém, o filme ainda apresenta cenas de comédia "bobas", bem no estilo do primeiro filme, como, por exemplo, a cena do macaco chupando a garrafa. É uma comédia tosca e que pra mim é extremamente sem graça.


Mas certas coisas no roteiro acabam "estragando" um pouco do filme. O discurso de Stu para o pai da noiva, no final do filme, por exemplo, é uma daquelas cenas clichês e que nunca aconteceria de verdade, somente no cinema. Sem falar na reação da pessoa ao perder um dedo e achar "normal". São certos absurdos, que mesmo no cinema, não "cola". Alan continua sendo o ponto forte do filme, graças a atuação de Zach Galifianakis.


Sendo assim, no primeiro Se Beber, Não Case eu disse para vocês para não assistirem. Dessa vez, pelo menos, eu deixo a dúvida. Alguns podem se matar de rir, outros acharem que é uma comédia babaca e sem graça. Dessa vez, pelo menos, consegui rir mais do que quando assisti o primeiro. Valeu o ingresso.

4 de julho de 2011

POSTAGENS DE OUTROS SITES

Oi pessoal! Sim: minhas férias estão quase chegando (chega dia 15!). E sim: o segundo semestre está repleto, eu disse R-E-P-L-E-T-O de musicais. Isso, claro, é uma tradução para falir e gastar toda a mesada que eu juntei nos ingressos, camisas, programas, etc. Pelo menos é por uma causa boa. Mas voltando ao assunto principal desse post: faz muito tempo que eu não escrevo pra cá. Alguns de vocês sabem que eu escrevo para o Lérias e Lixos e para o Blog do Folhateen. Pois bem, vou deixar aqui alguns links de postagens que eu fiz para esses sites e que eu não cheguei a publicar por aqui por falta de tempo. Mas se Deus quiser (e ele quer) tudo dará certo. Espero. E só um aviso: algumas postagens minhas para a Folha estão juntas com postagens do pessoal do Grupo de Apoio. Mas é só me achar pelo título e pelo autor (ah vá).












E uma postagem sobre "Moulin Rouge"