30 de agosto de 2011

POSTAGENS DE OUTROS SITES 2

É pessoal, não tá fácil escrever para (quase) quatro lugares diferentes, incluindo o blog, claro. Mas sempre deixo aqui os links dos textos que escrevi (espero reunir uma boa quantidade para fazer uma postagem). Espero que vocês gostem e torçam para que no ano que vem o blog volte com tudo, porque eu tô querendo voltar! Ainda mais nesse calor! Oh coisa infernal!

Pânico 4 (Lérias e Lixos)


20 de agosto de 2011

CAMERON MITCHELL MERECE SER OUVIDO

Por que desistiu seu talentoso peido do capeta?


É engraçado: poucos fãs de Glee - que eu conheço - gostaram de The Glee Project. Para quem não sabe, o vencedor ou a vencedora desse reality show conseguirá um papel na série, então já não fui muito com a cara. Muitos personagens de Glee já não recebem o destaque que mereciam e colocar mais um iria piorar ainda mais a "enrolante" história que Glee está se tornando. Segundo que poucas pessoas são realmente boas no show e a melhor de todos, em questão de originalidade, desistiu. Esse é Cameron Mitchell.


Embora Mitchell tenha desistido, o cantor já tinha lançado em 2010 um EP chamado Love Can Wait, mas foi somente com sua participação no reality show que seu Extended Play recebeu destaque na Itunes Store e em outras lojas de músicas. E podem ter certeza: vale a pena baixar (não serei hipócrita e falar que o certo é comprar -- embora seja. Baixe e ouça!).


O vocal do cantor lembra em muitos momentos o vocal de Brandon Flowers, vocalista da banda The Killers -uma das minhas bandas atuais favoritas -- e isso fica evidente na música Worry is a War. Contudo, Michell acrescenta em suas músicas alguns agudos que são de arrepiar e que lembra muito o cantor Mika. Desse modo, criatividade e potência de voz é o que não falta para o cantor, sem falar que seu estilo cool foi um dos grandes fatores para ganhar destaque no reality show.


Então fica a sugestão: ouça o EP Love Can Wait. As músicas que recomendo são Dance, Dance (If You Wanna!), Pay Them Bills e a própria Love Can Wait, que são obrigatórias. Mitchell é um prato cheio para quem gosta de música pop e seria muito bom se ele fizesse sucesso, pois talento ele tem!

17 de agosto de 2011

MANIFESTO JUVENIL

“Jovem senta em lugar dos idosos e não dá lugar”, “jovem é folgado”, “jovem não sabe beber”, “jovem é tudo marginal”. Quantas vezes nós, jovens, não ouvimos essas frases saindo das bocas de adultos piores do que nós e generalizando a minoria entre nós? Por que nós temos que ouvir esse desaforo à todo momento, se eles julgam apenas os jovens “ruins” e não os bons? Não devemos! Vamos então culpar os adultos agora por todas as coisas ruins que eles fizeram contra o jovem brasileiro? Então vamos lá:

- Não é o jovem que dirigi o ônibus, moto ou o táxi como um animal, desesperado para chegar ao próximo ponto (se parar nos pontos solicitados pelos passageiros) ou ao destino que foi lhe pedido;

-Não é o jovem que rouba milhões de cofres públicos;

-Não é o jovem responsável pela venda de bebidas alcoólicas para menores de idade;

-Não é o jovem o culpado pelos trânsitos catatônicos das grandes cidades;

-Não é o jovem que faz um trabalho porco para a sociedade e ganha um salário de até R$30.000;

-Não foi o jovem que destruiu a educação das escolas brasileiras, dando aos jovens de hoje uma esperança maior de ser um jogador de futebol do que um trabalhador honesto;

-Não é o jovem que sonega imposto;

-Não é são os jovens que requerem os valores absurdos de impostos;

-Não é o jovem que manda a polícia acabar com as marchas libertárias;

-Não foi o jovem que criou o novo “Código Florestal”;

-Não é o jovem que expulsa alguém de casa por ser homossexual;

-Não é o jovem que paga mal os professores e os médicos de redes públicas;

-Não foi o jovem que deixou as quadrilhas aumentarem na cidade de São Paulo;

-Não é o jovem menor de idade, em sua maioria, que dirigi um carro quando está alcoolizado;

-Não é o jovem que passa em concurso público e trabalha apenas dois dias da semana;

-Não é o jovem que acaba com as reservas indígenas;

-Não é o jovem que impõem valores altos para eventos culturais;

-Não é o jovem que cobra os valores dos transportes públicos;

-Não é o jovem que desvia dinheiro para outros países;

-Não é o jovem que faz as cadeias imundas e mal cuidadas.

Olhando para essa lista, podemos ver que as más decisões que os adultos tomam refletem muito mais na sociedade do que as ações negativas dos jovens. Então, adultos, pensem muito bem antes de generalizarem os jovens por coisas que, generalizando, vocês fazem pior.

12 de agosto de 2011

MELANCOLIA - O novo filme de Lars Von Trier

Vivendo sem esperança...


Lars Von Trier é um diretor para poucos. Seus filmes possuem muitas metáforas, são pesados, normalmente lentos e focam-se nos cinéfilos, atraindo dificilmente o público tradicional. Se você quer saber se pode gostar ou não de um filme do diretor é só assistir Dogville e Anticristo. Se você gostou desses filmes, garanto que qualquer outro filme do diretor irá lhe agradar. E assim é Melancolia.


nos primeiros minutos a fotografia é espetacular e com certeza uma das melhores da história do cinema atual. A probabilidade de você chorar com as imagens -- caso você seja um cinéfilo que fica emocionado com facilidade -- é alta. Não choro em nada (coração de pedra), mas são cenas espetaculares! E o final é um dos melhores de filme apocalípticos! Bem no estilo do diretor: sem esperança.


Sem falar nos personagens de Trier, bem definidos e estruturados. Justine (Dunst) poderia ter tudo que uma mulher casameteira sonha em ter: um esposo e um bom trabalho, mas ela na verdade vive uma vida infeliz, pois não é aquilo que realmente quer. Já Claire tem tudo na vida que desejou: esposo, filho, uma linda casa, dinheiro, porém não consegue alcançar a salvação. Michael é o noivo bobo que apenas segue os passos que a maior parte da população segue, sem ao menos saber e sentir o que sua noiva realmente quer e deseja. John é o típico patriarcal que cuida de tudo, mas é só algo que acontecer que sua fortaleza de moralidades e coragem dessaba.

Kristen Dunst ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes com mérito! E para ser sincero é uma das melhores do ano até agora, ganhando fácil uma indicação ao Oscar ou ao Globo de Ouro. Charlotte Gainsbourg convence muito bem no papel da irmã. Alexander Skargard -- o Eric de True Blood -- infelizmente está apagado, mas é bom ver que seu trabalho na série tenha ganhado repercussão.


Não posso mais falar sobre o filme, caso o contrário eu espalharia muitos spoilers para explicar as metáforas -- eis a causa dessa "crítica" não ter sinopse. Melancolia é muito bom, uma vez que você conheça e aprecie as obras do autor. Caso o contrário, será um filme sem ritmo e "muito pensante", algo que o público tradicional evita quando procura o cinema como forma de entretenimento. O cinema de Trier pode ser resumido como pesado e "sem esperança" para finais ou personagens felizes.