7 de abril de 2012

SHOW DO MICHAEL BUBLÉ EM SÃO PAULO FOI IMPECÁVEL

Valeu cada centavo

Michael Bublé é um artista único e era inevitável que a "Crazy Love Tour" se tornasse um marco em minha vida, ainda mais sendo meu primeiro show internacional (será uma lástima se um DVD da nova turnê não for gravado). Foi no domingo, dia primeiro de Abril, que Bublé chegou à Via Funchal mostrando a que veio. Após quatro anos desde seu primeiro show aqui, o cantor canadense retornou ao país com shows esgotados e de estupenda qualidade.

Já na abertura do show, Bublé fez o impossível: cantou Cry me a river como ninguém fazia há tempos. Já escutei diversas versões da música, inclusive a da aclamada Susan Boyle, mas nenhuma me empolgou. Muitas perderam o espírito da versão original (cantada pela excelente Ella Fitzgerald) e acabaram lentas, sem aprofundamento algum na interpretação e na potência vocal, resultando-se em músicas chatas e tediosas. Bublé conseguiu surpreender em sua versão arrebatadora que aumenta ao decorrer da duração e finaliza com a orquestra e potência vocal em auge. É uma releitura de excelente qualidade que trouxe paixão de volta à canção e a rejuvenesceu.


Composta em sua maioria por composições consagradas do cantor, como, por exemplo, Everything, Haven't met you yet, Home, Hold on e alguns clássicos que complementam positivamente a turnê, como Twist and Shout, Billie Jean, Heartche Tonight, entre outros, a "Crazy Love Tour" possui um show em si impecável (a iluminação, as projeções e a banda principalmente ). Mas é Bublé quem conquista a plateia com carisma, veia cômica e talento, dominando o palco sem deixar de lado sua banda, a qual apresenta usando piadas cheias de humor negro, características do cantor. E para terminar o show com chave de ouro, Bublé pediu o silêncio da plateia e cantou A song for You sem o microfone, mais uma vez provando o porquê de ser um dos melhores artistas vocais existentes.

É uma turnê imperdível, ainda mais para os fãs do jazz e do pop. Afinal, Bublé está mais próximo de ser considerado um "Sinatra" dos dias atuais do que qualquer outro cantor. Com tantas mulheres dominando o cenário do pop, do soul e do jazz, como, por exemplo, Adele, a falecida Amy Winehouse, Asa, Beyoncé, entre outras, Michael Bublé acaba se tornando o protagonista masculino dentro do gênero, já que sabe conduzir suas músicas e números com ninguém. Seu show não é apenas um show, é divertimento e entretenimento da mais alta classe.


E antes de terminar o texto, preciso falar sobre a reportagem da jornalista Joana Dantas para a Band.com.br (para ler a reportagem clique aqui). Bublé, em ambos os shows (tanto no Rio quanto no de São Paulo), contou que muita coisa mudou desde a sua última visita ao Brasil, entre elas o fato de ter se casado. As fãs soltaram um "uuuu", vaiando o cantor de brincadeira, e, brincando, o cantor mostrou o dedo médio como forma de "agradecimento", sem entoar sua voz em forma de desrespeito em nenhum momento, entendendo que tudo não passava de uma brincadeira feita por ambos os lados. Mas parece que a jornalista não entendeu isso. Além do politicamente correto estúpido da reportagem, a jornalista resume os fãs do cantor em sua maioria mulheres (o que todos sabem) e o restante como sendo seus respectivos maridos (uma falha grave). E como vocês sabem, eu e outros fãs homens não somos casados. Para completar a catástrofe da reportagem,a jornalista distorceu novamente as palavras do cantor com a frase "I don't give an ass to Rio de Janeiro", frase que apareceu apenas em seu texto já que ele nunca disse (com essas palavras, não).

Além da reportagem, preciso denunciar a péssima ação da polícia que não combate a ação dos cambistas em shows. Quando eu estava chegando perto da entrada da Via Funchal, os cambistas estavam se jogando em cima dos carros para conseguir ingressos (para lógico, vender depois por um preço mais caro). E a polícia, na porta do evento, não fazia nada. E não fez nada não apenas no show do Michael Bublé como também não estava presente para impedir o arrastão que aconteceu após o show do Roger Waters (os shows aconteceram no mesmo dia). Isso é uma vergonha para a segurança de um estado que em menos de dois anos será uma das sedes dos jogos da Copa do Mundo de 2014.

Mas tirando isso e o ingresso salgado, assistir Michael Bublé ao vivo faz valer a pena cada centavo gasto. São poucos os homens que cantam com sentimento e se tornam grandes intérpretes de músicas, algo que, no Brasil, se vê mais em peças musicais do que no próprio cenário musical atual. Além disso, seu show diverte e entretém. E não tem erro: quando Michael retornar ao país, é dever de toda pessoa que curte jazz e pop estar presente em seu show se tiver condições de pagar, pois não tem erro: quando o assunto é entretenimento, Michael Bublé é o cara certo.

2 comentários:

Taiannemoon disse...

gosto muito dele queria ter ido mais nao morro em sao paulo! pelo que vc disse foi como se eu estivese lá. loucura!

Bruno Caio Villalva disse...

Excelente Post!