23 de dezembro de 2012

NATAL E FIM DO MUNDO FECHAM O QUE RESTA DE 2012



Estou tentando voltar a escrever com frequência. Depois de tanto tempo ausente é difícil retomar o costume de me sentar à frente do computador e esperar que as palavras surjam e o texto comece a fluir, ainda mais com as mudanças do Blogger, que apenas me afastam ainda mais e me irritam, já que não posso redimensionar as imagens do modo que eu quero e que ficam melhores em relação ao texto. Mas, como tudo na vida, não podemos esperar que as coisas aconteçam do nada, ainda mais para pessoas azaradas. Então, vamos começar logo com este retorno com dois assuntos que até agora não entendi, ou melhor, não aconteceram do modo que pensei que iriam: o fim do mundo e o Natal.

Alguém se lembra de como era o Natal no início dos anos 2000? Não lembro se, por ser um momento mais próspero, financeiramente falando (sem crises para atrapalhar a economia), e por ser um demônio que tinha entre os 7-10 anos, o Natal que eu via era muito "melhor" do que os dos dias de hoje. Lembro de quando eu contava os dias para o Natal para finalmente poder abrir meus presentes após a visita do bom velhinho, fechando a noite com uma janta familiar e uma deliciosa sobremesa. E até o dia 25 eu aproveitava ao máximo para assistir todas as maratonas possíveis sobre o assunto, principalmente no Cartoon Network. Mas hoje o Natal ficou tão superficial que nem sei o motivo que algumas pessoas têm para continuarem comemorando-o. Não há mais maratonas nos canais como antigamente e nem espírito natalino que era maior (melhor?) e mais envolvente do que hoje. Atualmente o Natal, para muitas casas, se resumiu ao Panetone e as próprias pessoas presentes na reunião, seja familiar ou não, postando sobre como tudo aquilo está sendo um porre (pior ainda é o tio ranzinza curtindo sua postagem no Face para puxar o saco). E para piorar tudo isso tem comerciais e programas falando direto e reto sobre Aquilo-Que-Não-Se-Pode-Dizer-Para-Uma-Criança-Sobre-O-Natal (fico imaginando como eu com 6 anos descobri sem toda essa divulgação e muitas crianças de hoje nem se tocam). Parece que o Natal virou um Batman do Nolan, só que sem Batman e sem quebra-cabeça, só o realismo mesmo, em que as pessoas não dão presentes porque querem, mas porque é "tradição" (eis um dos meus grandes problemas com essa palavra). Ainda bem que toda essa superficialidade não atingiu minha família (até agora).

E para melhorar ainda mais esse ano nós tivemos o fim do mundo (que não aconteceu), mas falarei breve sobre ele porque ninguém aguenta mais falar sobre. Creio que eram poucas as pessoas que acreditavam que o mundo realmente acabaria. Piadas no Facebook e no Twitter, inclusive feitas por mim, fazendo deboche do não-Apocalipse, eram mais do presentes. Mas e se o mundo realmente tivesse acabado? Creio que poucas pessoas pararam para pensar em como seus últimos não-momentos da Terra foram tão superficiais, ao invés de ter a possibilidade de estar com pessoas que você gosta e fazer aquilo que te agrada. Imagina se seus últimos momentos de vida fosse reclamar que a Carly Rose Sonenclar (é esse o nome da infeliz?) não ganhou o The X-Factor?

Curta, porém profunda (óh! Quanta reflexão!), a primeira postagem do que promete ser um retorno ao blog parece ser promissora. Mas não se preocupem porque não serei melodramático daqui pra frente, postando vídeos de música deprimente ou falando sobre coisas que não interessam. É que esses dois assuntos estavam entalados em minha garganta e eu precisava discuti-los com algum ser pensante.  Espero que muito em breve as postagens sobre filmes, músicas, livros e as mais variáveis fontes de cultura possam voltar com força total e com aquele humor ácido que #TodosPira. Feliz Natal e Feliz 2013 para todos.

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