23 de novembro de 2014

MÚSICA DA SEMANA: HEY JUDE

Depois de muito tempo sem ir em nenhum show (desde o Rock in Rio 2013), finalmente vou ver ninguém menos do que Sir Paul McCartney na Allianz Parque, também conhecida como Arena Palmeiras. A oportunidade de ver um Beatle vivo, tocando mais do que muitos artistas nos dias de hoje (o show dele dura normalmente 2 horas e 45 minutos) e ver a nova casa do time (a única coisa que hoje dá orgulho de torcer para o Palmeiras) promete fazer da noite inesquecível. Logo, nada melhor que comemorar por aqui com a minha música favorita do grupo e que deve ser a favorita de muita gente. Com vocês, Hey Jude.


17 de novembro de 2014

O QUE UM TIME FAZ



Muita coisa mudou desde que eu comecei a faculdade, inclusive dentro dela. Agora, por exemplo, minhas aulas são no período noturno e, muito em breve, estarei estagiando (se tudo der certo, claro). Mas, o que mais mudou (e para melhor) foi que, após uma longa espera (também explicada como "autorização familiar para pegar o carro e poder treinar"), finalmente faço parte do time de handebol da ESPM. E olha, fazia tempo que eu tinha esquecido  de como era bom fazer parte de um time.

Na escola já era legal fazer parte de um time. No meu caso, pelo menos, a maior parte dos integrantes de handebol era meus amigos de sala e isso era extremamente saudável e bom, porque eles eram mais do que meus amigos que eu via todos os dias e nós eramos um time. Sempre achei um besteirol as grandes empresas forçarem as pessoas a trabalharem em equipe e, em alguns casos, é melhor trabalhar sozinho mesmo, pois nada é pior que você carregar alguém nas costas. Mas pensei e realmente: trabalhar em equipe, mesmo que seja uma dupla, um trio, quantas pessoas forem: nada melhor do que ter uma pessoas em quem você possa confiar, conversar e se apoiar. Não é algo fácil, mas é necessário para você não se fechar e achar que tudo depende de você, porque em alguns momentos da vida, não vai.

E comecei a viver isso de novo. Se não fosse o handebol eu não sei do que seria do meu semestre na faculdade, que é estressante como qualquer outro, só que piorou de uma forma até que grotesca recentemente. Estou dizendo tudo isso para você leitor que está sem saber o que fazer da vida ou que está passando por problemas, seja na faculdade, com a namorada, com o namorado, com a família, qualquer que seja o seu problema. Estou falando isso para te dizer que praticar alguns esporte coletivo provavelmente pode te trazer algum bem.

Em primeiro lugar: todo mundo que está ali tem uma coisa em comum que é o amor pelo esporte praticado. Segundo: se todo mundo está ali está por alguma razão (assim como você), então dificilmente você carregará alguém nas costas como no seu dia-a-dia (está mais para impossível, mas sei que acontece em alguns casos e em alguns esportes). Terceiro: é uma oportunidade de você conhecer, conversar e sair com mais gente, gente nova e diferente. Quarto: o jogo não é individual, então é pra falar, é pra gritar, é pra jogar em equipe, pois sozinho você não vai para nenhum lugar. Quinto: após tudo isso, você percebe que as coisas começam a voltar a fazer sentido.

E juro, tudo isso me fez ter vontade de ir para a faculdade. Faz sentido todo dia, depois da aula, ir treinar das 23h até 1h. Faz sentido estar com pessoas que não apenas gostam do mesmo esporte que eu, mas que também entendem a importância de um time forte, não apenas para ganhar os jogos, mas como uma forma de cultura para ser disseminada nas próximas gerações. Faz sentido fazer novas amizades e desenvolver outras antigas que você pode levar para a vida. É outra pegada sabe? Não sei explicar ao certo, quem sabe no futuro. Mas o que posso te dizer é: nunca me senti tão bem e tudo faz sentido.

13 de novembro de 2014

O FIM DAS LOCADORAS PODERÁ SER O FIM DO CINEMA COMO ENTENDEMOS HOJE?


Não sei se cheguei a comentar aqui no blog, mas creio que comentei naquele momento turbulento da minha vida chamado "convocação para o Exército": trabalhei como freelancer durante mais ou menos três meses na locadora 2001. Para quem não sabe, a 2001 é uma famosa franquia de locadora de filmes da cidade de São Paulo e foi uma experiência sensacional de aprendizado profissional e de conteúdo. Porém, hoje em dia, cada vez mais locadoras estão fechando e em alguns lugares nem existe mais. E aí e eu fico me perguntando: o que será da população com o fim das locadoras?

Claro, a facilidade de serviços como Now e Netflix facilitam a vida de qualquer um e falo por experiência própria: uso os dois serviços de braços abertos, principalmente o Netflix. Demorou bastante tempo até o serviço no Brasil ter uma quantidade e qualidade atraente de filmes (ainda um pouco baixa para mim), mas o que me chamou mesmo a atenção para contratar o serviço foram as séries. É muito mais prático assistir uma série no Netflix do que baixar nas "ilegalidades" da vida. How I Met Your Mother assisti praticamente inteira pelo PS4 sem problema nenhum e Breaking Bad assisti completa. É prático e fácil, o que todo mundo quer nos dias de hoje.

Mas nem tudo é uma mar de rosas e vou falar de uma experiência própria. Durante algum tempo eu estava procurando o filme Desfile de Páscoa para assistir e estava com dificuldade de achar. Onde foi que encontrei o filme? Em uma locadora, a própria 2001. Queria achar o filme A Roda da Fortuna. Onde encontrei? Em uma locadora. Querendo ou não, mesmo com tanta facilidade, muitos títulos ficam de fora do Now e da Netflix, principalmente as "minorias" que facilmente você encontrava na 2001, como clássicos, musicais, filmes asiáticos e filmes europeus, por exemplo.

Acredito que, caso não seja de interesse da Netflix adicionar títulos para sua biblioteca como os que foram citados anteriormente, será cada vez mais difícil de achar títulos que, embora desconhecidos, poderiam ser encontrados em locadoras até com certa facilidade. Outra questão também é outra experiência própria: queria assistir a um filme chamado Na Glória a Amargura. Não tinha no Netflix e não tinha mais locadoras para procurar, mas tinha para vender custando apenas (apenas!) R$39,90. Pagar esse valor por um filme que você nem sabe se será bom ou não é abusivo, pelo menos pra mim e pra minha renda. Caso o filme estivesse numa locadora, por exemplo, poderia alugá-lo talvez por R$9,90, muito mais acessível.

Qual a conclusão então? Infelizmente não há. As locadoras estão virando passado e o futuro é continuar usando os serviços online. Agora, que podemos sair prejudicados desse período de transação, podemos. Ficaremos limitados a ver apenas grandes sucessos e blockbusters norte-americanos? Não, porque alguns dos serviços disponibilizam filmes das "minorias". Porém, ainda acho que será um número menor dos que era possível de achar em locadoras. O fim da locadora, pode ser, o fim também de grandes gêneros do cinema. Basta esperar para ver no que vai dar. Outra questão também é se distribuidoras de filmes estrangeiros (entenda "estrangeiros" como filme latino-americanos, asiáticos, europeus, africanos, entre outros) serão prejudicadas e se também fecharão. Mas isso é assunto para outra postagem.

11 de novembro de 2014

MÚSICA DA SEMANA: THINKING OUT LOUD

Agora que o blog está voltando mesmo estou pensando em como que será daqui por diante. Muitas coisas ainda precisam ser ditas e que alguns de vocês nem fazem ideia: fui para o Rock In Rio no ano passado (com aparição no Multishow, ou seja, imagina se não cheguei cedo para ficar na frente), namorei (sim gente, namorei), passei por entrevistas de emprego (já? Sim, já!) e daqui duas semanas irei ao show de ninguém menos que Paul McCartney na Arena Palestra / Allianz Parque. Mas, antes de tudo, queria retomar um quadro que eu gostava muito do blog e será um bom modo de continuar postando: a música da semana.

A música da semana é nada mais do que o próprio nome já diz: uma semana que postarei semanalmente. No caso, escolhi um artista que acho que nunca comentei no blog e que considero o melhor artista jovem da atualidade, Ed Sheeran. Grande compositor, além de tocar e cantar, o britânico Edward Sheeran sabe como ninguém fazer belas músicas e encantar o público como entertainer e também como pessoa. Do rap até músicas mais lentas, a versatilidade do britânico é impar nos dias dia de hoje. Escolhi uma das músicas do seu novo álbum, X, e que, pela melodia ou pela letra ou por ambas (ainda não sei ao certo), é uma das músicas mais bonitas de seu repertório. Confira Thinking Out Loud:

9 de novembro de 2014

A CULPA É DAS ESTRELAS: Filme emociona mesmo com clichês



Quantos filmes que retratam o câncer existem na história do cinema? Milhares provavelmente. Quantos desses filmes falam sobre adolescentes? Alguns. Um amor para recordar, um "clássico" juvenil do início dos anos 2000 foi um dos maiores sucessos sobre o tema, trazendo à tona não apenas o nome de Nicholas Spark para o cinema, como também o nome de Mandy Moore (para alguns já uma desconhecida). Além do filme baseado na obra de Spark, Uma prova de amor foi um filme que mostrou ambos os lados, o maternal e o juvenil, e é um dos melhores filmes de drama da carreira de Cameron Diaz. Porém (podem me matar se quiserem), acredito que A Culpa é das Estrelas foi um filme que não apenas encontrou seu lugar nesse universo, como também seu espaço na geração atual (calma. Leia tudo que você vai entender).

A história é narrada e vivida por uma jovem norte-americana chamada Hazel Grace. Com câncer ainda jovem, o câncer de Hazel faz parte de seu dia-a-dia: precisa carregar uma máquina de oxigênio, vai a reuniões de grupo de apoio, realiza exames nos hospitais e assim vai. Querendo ou não, Hazel lida com a doença como fato do seu cotidiano, entediada, sem vontade nenhuma de viver. Em uma das reuniões do grupo de apoio, Hazel encontra um menino charmoso chamado Augustus Waters. Ambos começam uma amizade que os leva por diversos caminhos, como uma viagem à Europa, amor por livros e claro: mais câncer.

Claro, A culpa é das estrelas possui diversos clichês, desde a concepção da obra em si até alguns fatos que não foram retirados/modificados do livro original, o qual eu também li. A cena em que eles visitam o esconderijo de Anne Frank, por exemplo, é a maior prova disso. O aplauso que ocorre no lugar é desnecessário e apelativo. A cena do garçom, aliás, creio que tenha o diálogo mais apelativo de todos. E também há a questão que muitos levam em conta: a história da menina entediada, sem ter vontade de fazer nada até surgir o homem "perfeito" que vira sua vida do avesso. Porém, alguns clichês até que se encaixam com naturalidade impar em alguns diálogos do filme, como é o caso da última cena na igreja (o diálogo dos infinitos). Isso ocorre apenas pela química e pela força entre os dois atores, Shailene Woodley (como Hazel) e Ansel Elgort (como Augustus), que carregam todas as atuações necessárias do filme nas costas. Afinal, querendo ou não, são os protagonistas da obra.

Outro fator que me faz defender A culpa é das estrelas é sua trilha sonora. Não havia uma trilha sonora indie tão bem encaixada no cinema desde o excelente feel good movie (500) Dias com ela, pra mim uma das melhores trilhas pensadas para um longa-metragem. São trilhas que não necessariamente são impecáveis e todas as músicas são excelentes, mas que possuem uma ligação muito forte entre elas e se encaixam perfeitamente no filme. Não são músicas soltas para serem usadas apenas como fundo ou para concorrer ao Oscar no ano que vem. Elas ajudam a criar o clima indie que o filme pretende ter para inclusive possuir uma pegada mais jovem.

Além da trilha, o próprio visual do filme lembra um pouco (500) Dias com ela. Lembra dos momentos em que aparece as imagens de mudança de dias no filme com o Joseph Gordon-Levitt? Quando assisti A Culpa é das estrelas eu lembrei na hora de (500) quando Augustus troca mensagens com Hazel. Há quem não goste do modo como as mensagens foram transpostas para a tela e respeito quem não tenha gostado. Porém, acho que é uma ideia adequada para a obra em si e para o público o qual a história é dirigida. Querendo ou não, muita clichê presente em A Culpa é das Estrelas faz sentido.

Para aqueles que adoram o blog e sabem que nunca chorei num filme, saibam: chorei com A Culpa é das Estrelas. Não sei se foi pelo fato de estar passando por um momento específico da minha vida ou se foi por causa do filme em si, mas creio que foi por causa da segunda opção. Além disso, não é um filme apenas para chorar. O que eu ri quando fui assistir ao filme no cinema (e em casa)! Rachei o bico em diversos momentos. E creio que um bom filme é feito assim. É um feel good movie? Não sei. Particularmente eu o colocaria nessa classificação, mas não sei muitos de vocês. O que achei no final das contas é que A Culpa é das Estrelas é um filme sincero sobre como é a vida com câncer, tem uma boa história de amor e além de tudo faz você rir e se sentir vivo. Melhor que isso atualmente não existe.

(PS: não assistam a versão estendida. O filme apenas fica longo e não agrega em nada #ficaadica).

8 de novembro de 2014

ODDWORLD: NEW' N' TASTY: Remake de Abe's Oddysee é excelente, mesmo com pequeno problemas



Hoje em dia é muito difícil de se encontrar pessoas que jogaram grandes clássicos em consoles como NES, Super Nintendo, Mega Drive e até mesmo dos não-tão-antigos Nintendo 64 e o primeiro Playstation. Dito isso é mais do que normal de que poucas pessoas já tenham ouvido falar sobre Abe, um Mudokon que teve dois jogos lançados para Playstation e para PC, sendo eles Oddworld: Abe's Oddysee e sua sequência, Oddworld: Abe's Exoddus. Porém, o atrapalhado personagem ganhou a oportunidade de estrear nos novos consoles com o remake de seu primeiro jogo, todo reformulado e com novo título: Oddworld: New'n'Tasty.

 A história se passa num mundo chamado Oddworld, no qual um Mudokon chamado Abe é um operário da fábrica Rupture Farms, uma empresa de processamento de carne liderada pelos Zullags. Após descobrir que sua espécie se tornaria no próximo lançamento da empresa, Abe decidi fugir. Em sua fuga, ele adquire novos poderes em templos sagrados e é selecionado como o "escolhido" para salvar sua raça dos terríveis Zullags.


Oddworld New'n'Tasy nada mais é do que o remake de Abe's Oddysee, porém é um dos melhores remakes que se tem visto no mundo do videogame. É um jogo pensado e construído novamente desde sua base. Não é como os remakes "adaptáveis" no estilo de Last Of UsGTA VKingdom Hearts e tantos outros que têm apenas algumas pequenas "alterações". Os gráficos, a jogabilidade e todos os mecanismos da saga de Abe foram pensados do zero para funcionar nos consoles da nova geração e chamar a atenção de um novo público de gamers.

Mesmo que não tenha os gráficos tão desejados para a geração atual, é impossível negar a grande evolução presente no remake (ainda mais pensando que é um jogo lançado originalmente para o primeiro Playstation e hoje estamos no PS4!). Além disso, muita coisa mudou. Os cenários, por exemplo, foram a melhor mudança. Estão mais dinâmicos, profundos e muita coisa é mais perceptível de se ver, algo que era limitado para o jogo de 1997. Hoje não é necessário esperar cada cenário carregar individualmente (quem jogou o original sabe do que estou falando), algo que chegava a ser bastante cansativo.

Porém, algo que precisa ser melhorado, caso a empresa decida fazer o remake de Abe's Exoddus ou lançar um novo jogo para a franquia, é a jogabilidade. Ao contrário do primeiro jogo, o controle de Abe aparenta estar mais "duro", menos "flexível" do que era antigamento, por assim dizer. Parece algo tosco de se comentar, mas foi o elemento mais apontado negativamente pelas críticas de sites especializados e é algo que você percebe no manuseio do controle com facilidade, ainda mais para alguém que jogou o game original. Fica estranho você comandar Abe e a ação "demorar" um pouco mais para acontecer do que acontecia antes.

Não quero que o texto se prolongue mais e fique cansativo para vocês. Então o que você precisa saber é o seguinte: Oddworld New'n'Tasy é um dos melhores remakes para os consoles de nova geração (mesmo que precise de algumas melhorias) e tem uma história extremamente divertida e politicamente incorreta (mesmo sendo muito curta pra os jogos da atualidade). Caso faça sucesso, a produtora do jogo já anunciou o remake da continuação e também um possível terceiro jogo (totalmente novo). Tomara que tudo dê certo. Por enquanto o jogo está disponível para PS4, mas em breve já estará disponível para as mais diversas plataformas
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LAST OF US: Jogo é único e representa grandes gerações de consoles



Lançado em 2013 para PS3, Last Of Us fez um estrondoso sucesso de crítica e público. Com tanto sucesso, o jogo lançado pela Naughty Dog já tem uma sequência confirmada, um filme para o cinema sendo planejado e uma versão remasterizada lançada para o Playstation 4, que foi a que eu joguei. Não apenas por ter gráficos de boa qualidade, Last Of Us tem características únicas que o faz um dos melhores jogos dos últimos tempos.

A história inicia com o surgimento de um vírus que começa a se espalhar em cadeia mundial, transformando as pessoas em zumbi. Joel perde sua filha no início da infestação e precisa continuar sua vida. Ao lado de Tess, ele fica encarregado de levar a jovem Ellie para um grupo de militantes, sem saber ao certo qual a importância da jovem para o grupo. Ao decorrer da trama, Ellie se transforma em uma personagem fundamental não apenas por sua importância na história, mas também pelo fato dela mudar a vida de Joel por completo.

O que faz Last Of Us único é a sua história e de como ela é retratada no jogo sem qualquer intenção de suavizar o tema. A história é extremamente violenta, ouso dizer que é mais pesada que The Walking DeadWalking tem seus momentos de tensão, mas são mais raros dos que os de Last of Us. O jogo já começa em um clima de tensão, com pessoas infectadas atacando inocentes para todos os lados e pessoas correndo para evitar a mordida dos zumbis. É ação na maior parte do tempo, e ação de qualidade, nada banal ou vendido. Cada cena tem sua importância para a trama. Para aproveitar os momentos mais calmos do jogo, os criadores  aprofundam os sentimentos dos personagens e o relacionamento entre eles de forma brilhante. Além desse fato, de criar personagens complexos em um ambiente hostil, o jogo em si é um dos mais realistas que existem.

Quantos jogos você já jogou que, embora sejam violentos, acabam sendo suavizados e aprofundam menos a violência? Inúmeros. Até mesmo os jogos da franquia Resident Evil, que tem o mesmo tema de Last, são um pouco assim. Acredito que Last Of Us foi o primeiro jogo dos últimos anos que teve a coragem de dizer: "sou um jogo violento, com uma história e assuntos complexos e voltado para jovens e adultos que procuram a realidade". É o primeiro jogo há tempos que vejo ter essa coragem e prova disso são os momentos em que o protagonista morre, em que cada cena é mais pesada do que a outra. Mesmo que seja mais violento, parece que é também mais "humano", mais "real", por assim dizer, como se aquilo fosse o que aconteceria se tudo um dia acabasse sendo verdade. Jogos que teoricamente teriam que ter a mesma "pegada" nem chegam perto do que Last Of Us é capaz de fazer nos momentos de violência.

Além disso, a trilha sonora e a própria jogabilidade contribuem muito para que o jogo tenha um clima de tensão absurdo. O caso dos estaladores creio que seja o mais fácil de exemplificar o que estou querendo dizer. É um zumbi que não enxerga, apenas escuta. Ou seja, você pode passar na frente dele e ele não te ver, mas se você fizer algum barulho, ele irá correndo atrás de você e não adianta lutar corpo a corpo, caso contrário você morrerá. Aliás, a maior "graça" de jogar Last Of Us é jogar no nível mais difícil. Nesse modo você vai passar por uma experiência mais "realista" de como seria viver a história apocalíptica .

Sendo assim, Last Of Us é um jogo obrigatório, tanto para quem tem o console que encerra uma geração (PS3), quanto para as pessoas que não apenas jogaram o primeiro como também jogarão os próximos da franquia (PS4). Com bons gráficos, trilha sonora sensacional  e história únicas, Last Of Us é o jogo em que você acredita em tudo que ele quer transmitir para a tela da televisão: um jogo violento de zumbi em que nada é suavizado. O que importa é sobreviver.

O BRASIL NÃO QUER MUDAR





Para quem estava com saudades justifico minha ausência: meu blog está em manutenção por tempo indeterminado e o motivo é simples: invadiram o blog, mudaram a HTML e toda vez que alguém tenta acessar é redirecionado para outro site (problema resolvido! Voltando com tudo!). Porém, quero falar de outra coisa. Quero falar do nosso país e de como a estagnação está corrompendo nossos governos (sim, no plural).

Saiu um vídeo do Carioca do Pânico que diz exatamente o que penso: troca de poder é saudável principalmente para o povo. O cara que saiu vai querer correr atrás para voltar e o cara que entrou vai querer prestar serviço para se manter. Com a prefeitura de São Paulo, por exemplo, é o que está acontecendo. Mesmo que eu não concorde em diversos aspectos com algumas atitudes do atual prefeito, não posso negar que o cara está se mexendo e trabalhando, ao contrário de seu antecessor, que considero um atraso para a cidade. Mas é isso que vimos nas urnas em outubro? A resposta é não.

Assim, é possível dizer que continuamos conservadores. Sim, brasileiro é conservador, mesmo que se diga aberto para tudo. Quem vive no estado de São Paulo, por exemplo, parece que se esqueceu de todos os problemas que estão ocorrendo na USP, na Santa Casa e claro: a crise hídrica. Como que então o Geraldo Alckmin foi eleito já no primeiro turno? E isso não é algo apenas que está acontecendo no estado de São Paulo, famoso por ser mais de direita e da oposição. O candidato Pezão do Rio de Janeiro (estado voltado mais para a esquerda) será a continuação do governo Cabral! Aquele mesmo governo que recebeu críticas e manifestações no ano passado, inclusive com pessoas protestando na frente da casa do ex-governador. E nossa presidente reeleita? Nem comento.
Ou seja, vivemos num conservadorismo de ambos os lados: quem vota na direita irá votar na direita e o mesmo ocorre com a esquerda.

Nas eleições o maior (e melhor) resultado que vi nas urnas foi o da população do Maranhão (sim, no Nordeste. Sabe aquele lugar em que todo mundo culpa os males do país, inclusive outros nordestino? E caso não tenha entendido a ironia da frase comente que explico melhor). Flávio Dino do PC do B foi eleito já no primeiro turno. A surpresa está no fato de que os votos foram uma resposta do povo contra a presença da família Sarney no poder do estado. Dos que eu tenho conhecimento, o estado do Maranhão foi o que teve a maior mudança entre os poderes.
O Brasil quer mudar? A resposta é sim e não. Claro, todos querem mudar e sempre para o melhor. Agora, o brasileiro quer arriscar a mudança? A resposta é não. Um pensamento que ouço muito, tanto da esquerda quanto da direita, é de que "é melhor ficar como está para não piorar mais" ou "pior que está não fica". Então é falta de escolha? Ah, isso será assunto para ser abordado em outra postagem, mas por enquanto a reposta que temos é que o brasileiro (maioria) ainda é conservador e pra frente não quer ir.