18 de janeiro de 2015

PLAYSTATION NOW É UM GRANDE ACERTO PARA A NOVA GERAÇÃO DE CONSOLES


Feliz ano novo pessoal! Tudo de bom para todos vocês e que 2015 seja um dos melhores anos de suas vidas! Em breve falarei um pouco mais sobre o meu sumiço, o que tem acontecido e as novidades, mas espero que vocês fiquem felizes, porque é apenas coisa boa que veio nesse início de ano. E, para começar esse ano ímpar (normalmente meus anos de sorte), vamos falar um pouco sobre videogame. Muitos de vocês já conhecem e acessam o Netflix, tanto que eu já comentei sobre o serviço no blog em diversos momentos (como aqui e aqui ). Certo? Certo. Agora, imaginem um serviço de streaming que oferece jogos dos nossos consoles domésticos favoritos em troca de uma assinatura mensal ou trimestral. Imaginou? Agora saiba: isso é uma realidade.

O serviço de assinatura do Playstation Now foi lançado faz quase uma semana, no dia 13 de janeiro, nos EUA (o serviço funciona apenas lá, por questões de ser um projeto inicial e também porque lá a velocidade da internet é mais estável). Pagando 19,99 dólares por mês ou 44,99 dólares para três meses (ainda não há assinatura anual), o consumidor pode jogar qualquer jogo da biblioteca de mais de 100 jogos presentes no serviço, como grandes títulos do PS3, por exemplo, Uncharted, Batman Arkham City, God Of War, Infamous e outros. A empresa promete que ainda haverá títulos dos primeiros consoles da companhia, o PS1 e o PS2. Ainda não há previsão de lançamento do serviço para outras regiões.

E o que tudo isso prova? Que a Sony está acertando novamente. Depois de errar com o PS3, a empresa voltou a ter seu foco mais em games e diminuir a ideia do console como forma de entretenimento por completo (o atual erro do Xbox One, que tenta ser uma máquina completa e esquece de ser um videogame). Eu, particularmente, comprei o Wii na geração passada e praticamente perdi uma geração inteira de grandes títulos lançados para o Xbox 360 e o PS3. E, por incrível que pareça, a maior parte das pessoas que compraram o PS4 estão na mesma situação: ou compraram o Xbox 360 ou compraram o Nintendo Wii. Logo, esse tipo de serviço veio apenas para trazer felicidade. Claro, há pessoas que tiveram o PS3 e já jogaram a maioria dos títulos presentes na biblioteca. Porém, imagina quando tiver jogos de PS1 e PS2 que muitos jogadores novos nunca jogaram? E dos futuros jogadores que poderão comprar títulos de qualquer plataforma e escolher qualquer jogo presente na biblioteca do serviço? A Sony está trazendo uma ótima experiência para o consumidor.

Além disso, é um serviço que chegou para revolucionar o setor de videogames. Quando comprei o Nintendo Wii eu pensava que teriam vários jogos do Nintendo 64 disponíveis no Virtual Console para baixar e me decepcionei absurdamente. Muitos títulos ficaram de fora e a vontade de jogar grandes clássicos ficou na vontade mesmo, algo que não acontecia com as pessoas que compraram o Xbox 360 e o PS3, que podiam comprar separadamente jogos de uma vasta biblioteca presente nas plataformas de ambas as empresas. Agora, a Playstation, com o serviço de assinatura, não apenas apresenta uma simpática biblioteca inicial, como também uma oportunidade ótima para que os jogadores conheçam os primeiros jogos de grandes franquias que, inclusive, serão encerradas no PS4, como é o caso de Batman.

Mas nem tudo é um mar de rosas. Para nós, brasileiros, o serviço é a melhor ideia de todas. Pagar cerca de cinquenta reais para ter acesso à essa biblioteca de games é um sonho e pagar cerca trinta e cinco reais por mês durante três meses é o paraíso. Mas não deve ser tanto para um norte-americano. 20 dólares e 50 dólares acaba sendo um valor muito alto para alguns, principalmente para os consumidores norte-americanos que compraram o PS3, sendo mais vantajoso comprar o jogo separadamente. Além disso, tenho praticamente certeza que o serviço chegará em nosso território com um preço mais elevado, principalmente para não causar conflito com o preço dos jogos aqui. Não duvido que o de 20 dólares chegue a custar 70 reais e o de 50 dólares custe 150 reais.

Mas tudo isso são suposições. O problema agora é que ainda não há previsão para que o serviço chegue à América Latina e muita coisa dependerá de como as coisas vão funcionar nos EUA. Espero que dê tudo certo para termos o serviço no Brasil e que a ideia revolucione os consoles domésticos, fazendo com que a Nintendo e o Xbox pensem em fazer o mesmo. Imagina se a Nintendo decidir lançar seu serviço de streaming e você possa jogar os jogos de N64 nos tablets por meio de um serviço de assinatura? Seria incrível. Agora, tem gente que se pergunta: se tudo pode ser feito por streaming, há chances de não ter um Playstation 5? Ah, isso é assunto para outra postagem.