16 de setembro de 2017

IT: A COISA - NÃO VÁ PARA TER MEDO, VÁ PARA SE DIVERTIR

Às vezes eu penso que você tem problema.

Em 1990, um mini-série ou telefilme (como preferir) chamou a atenção de muitas pessoas. IT - A Obra-Prima do Medo (que já falei há muito tempo aqui no blog, só clicar aqui para ler a postagem) tornou-se um filme cult dos anos 90 ao trazer à vida o palhaço Pennywise e as crianças da cidade de Derry da obra de Stephen King. Além disso, tornou-se uma referência para quem nunca tinha ouvido falar sobre Tim Curry, o eterno Doutor Frank-N-Furter de Transexual Transilvânia de Rock Horror Picture Show. Ao anunciarem o lançamento de uma nova versão, atualmente em cartaz, os fãs do filme de 1990 começaram a ficar instigados: será que a nova versão de IT: A Coisa seria boa? Garanto que, pelo menos como filme de horror, você não vai se decepcionar. 

A história é um pouco do que muitas obras de Stephen King já retratam no cinema: um grupo de amigos, que vivem em uma cidade pacata dos EUA, se divertindo e enfrentando valentões da escola. No caso de IT: A Coisa, antes da formação final do Grupo dos Perdedores, o filme apresenta cada personagem em sua singularidade e como eles vivem na cidade de Derry, suas famílias, seus medos, etc. Coisas estranham começam a acontecer na cidade, com diversas crianças desaparecendo e Bill, Ben, Beverly, Richie, Mike, Eddie e Stanley começam a ir atrás do suspeito de tudo isso: um palhaço que utiliza o nome de Pennywise. 

A sinopse pode parecer que o filme acima foi feito para a Sessão da Tarde e que, ao final, o grupo dos perdedores conseguem prender o suspeito e viverem felizes para sempre. Mas só parece mesmo, porque a primeira sequência icônica entre Pennywise e Georgie já mostra o que o filme tem a oferecer. E, ao falar dessa cena, muitos sabem o quanto ela ficou famosa no filme dos 1990 e  posso afirmar: o filme atual está pau a pau com o filme de 1990, cada um retratando de forma diferente. Enquanto o filme dos anos 1990 era um terror trash voltado para televisão, o filme de 2017 chega para ser um terror/horror psicológico antes de qualquer outra coisa. E por esse terror/horror é que IT: A Coisa vale cada centavo.

Particularmente o filme não me assustou, mas não posso falar o mesmo sobre minha amiga que estava ao meu lado e que só faltava chorar. Acredito que IT, na verdade, não seja um filme de terror para assustar, longe disso: ele está aqui para contar uma história, a história de um grupo de amigos enfrentando esse palhaço demoníaco para impedir o assassinato de mais crianças inocentes. O roteiro foi extremamente bem cuidado para nos mostrar quem é cada personagem e isso faz com que seja possível, ao espectador, criar uma ligação com cada um e é o que o filme acerta na mosca, inclusive para desenvolvendo uma empatia com o palhaço que assassina crianças. Claro, algumas coisas ficam em aberto por conta da sequência já anunciada (o que já era de se esperar para uma adaptação de mais de mil páginas). Mas como uma primeira parte, o roteiro foi muito bem pensado para, antes de qualquer outra coisa, contar a história. 

Os atores estão muito bem em seus papéis, todos os mirins sem exceção expressam muito bem a singularidade de seus personagens. Cabe aqui, porém, um destaque para Bill Skarsgard ao construir seu Pennywise. O ator utiliza algo que é muito difícil ver hoje em dia nos atores no cinema que é atuar "com os olhos". Se você já assistiu um filme mudo e preto e branco do início da história do cinema cinema, sabe que do que estou falando: Skarsgard consegue pelo olhar mostrar qual é a verdadeira intenção de seu personagem por trás de tudo que ele faz ou fala. Mesmo com uma frase boba e divertida, o olhar de Skarsgard é capaz de demonstrar toda a maldade que Pennywise deseja fazer.

Se você ainda não foi ver IT: A Coisa, é melhor correr para o cinema enquanto o filme ainda está em cartaz. Garanto, pelo menos para esta primeira parte, que você vai ver antes do que um filme de terror, um filme de horror sobre amigos enfrentando um vilão. O terror e a trama é a cereja do bolo desse filme que constrói muito bem cada personagem e, como um remake (se assim podemos chamar, já que o filme de 1990 não foi exibido nos cinema), é tão bom quanto a primeira versão. Basta agora aguardar a sequência e saber se ela será da mesma qualidade que a primeira parte.   

3 comentários:

Ricardo Martins disse...

Ansiedade para ver o filme subiu ainda mais!!!! Expectativas altíssimas. Cada resenha que leio sobre, exalta o bom remake que fizeram. Muito muito curioso. Lembro vagaaaamente do telefilme, mas não esqueço que tinha adorado a parte 1, e odiado a parte 2 (adultos) haha não lembro o porquê

"...inclusive desenvolvendo uma empatia com o palhaço que assassina crianças" COMO ASSIM?? PRECISOOO

Felipe Gonçalves Guimarães disse...

Oi Ricardo! Sim! Eu gostei muito! Fui assistir duas vezes já. Você assistiu? Gostou?

Julieta Souza disse...

Muito boa dica! Realmente vale a pena todo o trabalho que a produção fez, cada detalhe faz que seja um grande filme de terror. A verdade me surpreendeu, além eu acho que houve outros lançamentos das historias de Stephen King nesse mesmo ano que valem a pena como A Torre Negra filme, uma historia cheia de incríveis personagens e cenas excelentes. Você já leu o livro? É muito bom. Acho que é uma boa idéia fazer este tipo de adaptações cinematográficas. É um dos melhores filmes de ação , tem uma boa história, atuações maravilhosas e um bom roteiro. Eu recomendo.